Familiares de PMs dizem que capitão rasgou faixa de protesto

Grupo fazia manifestação em frente ao 3º Batalhão, no Méier; oficial teria dito que ninguém impediria o direito dele de ir e vir

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2017 | 18h28

RIO - Um grupo de familiares de policiais militares que protesta, desde a noite de quinta-feira, 9, na frente do 3º Batalhão, no Méier (zona norte do Rio), afirma que, por volta das 13h30 desta sexta-feira, 10, um oficial da corporação rasgou a maior faixa que o grupo tinha e discutiu com os manifestantes.

"Chegamos aqui às 22h30 de ontem e desde então tentamos bloquear a saída de carros e policiais. Só deixamos sair quem estiver à paisana. Mas um capitão veio, fardado e armado, e disse que iria ao banco e que ninguém impediria o direito dele de ir e vir. Aí tentamos conversar, mas ele passou por nós e rasgou a faixa em que exaltávamos a PM", narra a mulher de um policial, que participa do protesto e não quis se identificar. "Depois ele voltou e entrou novamente no Batalhão, sem falar conosco", conclui.

Segundo o grupo de mulheres, a cena foi filmada, mas elas não querem divulgar porque temem represálias aos maridos.

Reza. No 6º Batalhão, na Tijuca (zona norte), a cantora gospel Fernanda Brum, de 40 anos, se reuniu durante a tarde desta sexta com as mulheres que protestam na frente da unidade para orar e tentar intermediar um acordo entre o comandante e as manifestantes. Ela conversou por cerca de 15 minutos com o grupo e depois orou e cantou. Várias mulheres de PMs choraram durante a oração. Depois, por volta das 16h, a cantora entrou no Batalhão para tentar conversar com o comandante, e até as 17h não havia informações sobre ela ter sido recebida nem, em caso positivo, sobre o teor da conversa.

 

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