Confronto na favela do Jacarezinho termina com 1 morto e 2 feridos

Tiroteio começou por volta das 14 horas; policiais checavam uma denúncia na região do Buraco do Lacerda e foram atacados, segundo o comando da UPP

Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

19 Agosto 2017 | 16h42
Atualizado 19 Agosto 2017 | 19h56

O nono dia seguido de confronto entre policiais e criminosos na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, terminou com um homem morto e duas outras pessoas feridas. O tiroteio começou por volta das 14 horas deste sábado. Policiais checavam uma denúncia na região do Buraco do Lacerda e foram atacados, informou o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

 

Os feridos foram socorridos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, um homem de 25 anos não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma mulher baleada na cabeça foi transferida para o Hospital Municipal Salgado Filho. O terceiro atingido foi um homem de 36 anos. Com ferimentos leves, ele foi liberado.

 

A comunidade do Jacarezinho tem sido palco de constantes tiroteios entre policiais e bandidos. Na última terça-feira, 15, um morador morreu atingido por uma bala perdida, uma mulher foi ferida no rosto e um veículo blindado da Polícia Civil (“caveirão”) foi atacado e incendiado por criminosos durante uma operação policial na favela.  Um helicóptero da Polícia Civil, que dava apoio à ação, teve de pousar duas vezes, por suspeita de que tivesse sido atingido por tiros. Nenhum disparo, porém, acertou a aeronave.

 

No dia 11 de agosto, a Polícia Civil e a Força Nacional fizeram uma operação contra o roubo de cargas e o tráfico de drogas em Manguinhos e no Jacarezinho. Entre as quinze pessoas presas, estava um homem considerado pela polícia o maior receptador de cargas roubadas na região. Também foram apreendidos 38 veículos roubados, além de grande quantidade de drogas.

 

O policial civil Bruno Guimarães Buhler, de 36 anos, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), morreu durante esse confronto. Atingido no pescoço, ele chegou a ser socorrido ao Hospital Geral de Bonsucesso (zona norte), mas morreu enquanto era atendido. Na mesma ocasião, dois moradores - entre eles um menino de 13 anos - foram atingidos por balas perdidas. Desde a morte do policial, a Core tem feito incursões diárias na favela.

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