Fernandinho Beira-Mar presta depoimento nesta sexta no Rio

Ele é acusado de associação para o tráfico de drogas; preso com Ramírez Abadía, eles teriam formado quadrilha

da Redação,

15 Agosto 2008 | 08h00

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, será julgado nesta sexta-feira, 15, no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O julgamento começou por volta das 10 horas e, como todos os outros do traficante, é feito sob forte esquema de segurança. Beira-Mar é acusado do crime de associação para o tráfico de drogas e foi denunciado pelo Ministério Público em maio de 2000, juntamente com outros oito réus. O julgamento será presidido pela juíza Maria Angélica Guerra Guedes.   Veja também: Todas as notícias sobre o traficante Fernandinho Beira-Mar   De acordo com a denúncia, na tarde de 24 de maio de 1996, quatro ocupantes de um Monza atiraram contra dois policiais durante uma perseguição na entrada da Favela Vila Ideal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os disparos teriam sido efetuados para evitar a prisão do líder do tráfico na favela, Charles Silva Batista, conhecido como Charles do Lixão. Por supostamente ter ordenado o ataque, Batista também é acusado de tentativa de homicídio.   Os demais denunciados são Ricardo Pereira da Silva, o Ricardinho, Josenildo Ramos da Silva, Rosenildo Lucena Mendes, Walter David de Sant'Anna, o Vavá, Márcio de Oliveira Diniz, o Jaz, Oliciano do Nascimento, o Ulisses, e um homem conhecido como Joãozinho. Todos integrariam o Comando Vermelho e teriam se associado para dominar o narcotráfico em Duque de Caxias. Apenas o processo de Beira-Mar, que tramitava em Caxias, foi desaforado para o 4.º Tribunal do Júri.   Elo com Abadia     A convivência dos reis do narcotráfico do Brasil, Fernandinho Beira-Mar, e da Colômbia, Juan Carlos Ramirez Abadía, compartilhando advogados, carcereiros e visitas sob o mesmo teto no presídio federal de Campo Grande, onde estão presos, acabou produzindo resultados nefastos. Os dois se uniram em um plano para aterrorizar juízes que atuam nos seus processos e autoridades que têm o poder de atrapalhar seus negócios milionários fora da prisão, segundo a Polícia Federal.   Os dois traficantes são acusados de usar os advogados e familiares de grupos criminosos diversos, cujos chefes estão no mesmo presídio, para ameaçar essas autoridades. O plano foi descoberto pela inteligência da PF, que prendeu oito pessoas na Operação X no dia 4 de agosto.   Uma delas é o advogado Vladimir Búlgaro, defensor de José Reinaldo Girotti, um dos maiores financiadores de grupos criminosos do País, entre os quais o Primeiro Comando da Capital (PCC), que também está preso em Campo Grande.  

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