Fiéis em defesa da liberdade religiosa ocupam Copacabana

Mais de 80 mil pessoas participaram da 2.ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa em Copacabana, no Rio

Adriana Chiarini, de O Estado de S. Paulo,

20 de setembro de 2009 | 18h33

Representantes de várias religiões ocupam mais de um quilômetro da orla da Praia de Copacabana. Foto: Wilton Junior/AE

 

RIO -  Umbandistas, católicos, evangélicos, hare krishnas, muçulmanos, judeus, ciganos, espíritas kardecistas e candomblecistas, entre outros, participaram da II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, pela orla de Copacabana. Mais de 80 mil pessoas do Rio, de outros estados e de outros países estiveram no evento, segundo a organização, que atribuiu a estimativa à Polícia Militar.

 

Com ponto de encontro no Posto Seis, às 10h, a caminhada se prolongou e perto das 16h a massa de milhares de pessoas, a maioria com roupa branca, começava a chegar perto do Leme. O evento contou com quatro carros de som com um volume que permitia que os cantos, discursos e gritos de guerras fossem ouvidos dentro de apartamentos a três quarteirões de distância da praia. Os grupos Olodum, Ilê Aiyé e Filhos de Gandhi estavam entre os participantes.

 

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, foi à caminhada, mas não foi autorizada a subir a um dos carros de som, de acordo com a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), que organizou o evento. Segundo o CCIR, o motivo é que a caminhada não faz parte de movimentos políticos e nenhuma pessoa com cargo político seria autorizada a falar sem aviso prévio.

 

A integrante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e islâmica Latifa Ahmad Mohammad , disse que, devido à ignorância, muitos olham os mulçumanos como se fossem terroristas. "No Islã, o terrorista também é criminoso", disse. Outros grupos relataram preconceitos como os ciganos, os candomblecistas e umbandistas.

 

 

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