Filho de cineasta Sylvio Back é encontrado morto em apartamento na região serrana do Rio

O Corpo de Bombeiros suspeita que tenha havido vazamento de gás

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2014 | 18h37

O DJ Theo Back, de 24 anos, filho do cineasta Sylvio Back, foi encontrado morto na noite de sábado, dia 19, no banheiro de uma casa no bairro Madame Machado, em Itaipava, distrito de Petrópolis (Região Serrana do Estado do Rio). Ele estava ao lado da namorada, Camila Maria Rosa Arruda, de 25 anos, resgatada com vida. 

Camila foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento de Cascatinha e o estado de saúde da jovem é considerado bom. Ela passava por exames neste domingo e poderá ser liberada ainda hoje.

O Corpo de Bombeiros suspeita que tenha havido vazamento de gás. O imóvel ainda será periciado. Não há gás canalizado na região de Itaipava. O caso foi registrado na 106ª Delegacia de Polícia (Itaipava), que convocará testemunhas a partir de hoje. O corpo de Theo será cremado na segunda-feira, dia 21, no Memorial do Carmo, no Rio.

Em março do ano passado, Maria Cândida Portinari, de 16 anos, neta do pintor Cândido Portinari, morreu na banheira de casa, em São Conrado, na zona sul carioca. Ela tomava banho para sair com amigos, quando desmaiou. O pai, João Cândido, estranhou a demora da filha e sentiu forte cheiro de gás. Ele arrombou o banheiro e encontrou a adolescente desmaiada. Um médico ainda tentou reanimá-la.

Um ano depois da morte de Maria Cândida, um pedreiro foi indiciado por homicídio culposo, em que não há intenção de matar. Segundo a investigação da 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), a morte foi causada pela queima do gás que aciona o aquecedor.

Não havia abertura na porta do banheiro para ventilação e a chaminé do aquecedor foi instalada dentro do forro de gesso, impedindo a exaustão. Em agosto de 2007, as irmãs Kaiwai e Keilua Baisotti, de 12 e 5 anos, foram intoxicadas quando tomavam banho juntas no apart-hotel Barra Beach. Kaiwai morreu na hora, Keilua, alguns dias depois. Dois anos antes, André Luiz Boffa havia sido encontrado desmaiado no mesmo flat em que as meninas estavam.

Em setembro de 1999, Rodrigo Talarico Barata sofreu lesões cerebrais permanentes ao inalar gás natural no banheiro do apartamento em que morava, na Gávea, por causa de um defeito no aparelho. Em 2010, a CEG, concessionária que abastece o Rio de Janeiro, foi condenada a indenizá-lo em R$ 5 milhões. A empresa recorreu.

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