JOSE LUCENA/ESTADÃO CONTEÚDO
JOSE LUCENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Folião deve ter cuidado em blocos, dizem especialistas

Eles aconselham a quem for aproveitar os desfiles no Rio de Janeiro que evite as áreas mais lotadas, como as perto de carros de som

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2016 | 03h00

RIO - Os blocos levarão milhões de foliões às ruas do Rio até o dia 14, data do encerramento oficial do carnaval carioca. Só o Cordão da Bola Preta deve atrair 1,5 milhão de pessoas à Praça XV, a partir das 9 horas do próximo sábado. Em meio a tanta gente, acontecem furtos, assaltos, arrastões, brigas até casos mais graves. No sábado, no desfile do bloco Céu na Terra, em Santa Teresa (região central), um criminoso deu três tiros em um homem de 25 anos, que morreu. Mais três foliões foram baleados. O evento reunia 8 mil pessoas. Para especialistas em segurança, é possível se proteger nos confrontos carnavalescos.

“Em meio a um tiroteio, a pessoa nunca deve sair correndo, porque é impossível saber o trajeto das balas”, afirmou Rogério Rodrigues, do Grupo GR Segurança Patrimonial e Pessoal. “A única coisa a fazer é procurar uma barreira sólida, como um carro, um muro ou poste para se esconder atrás.” Em qualquer tipo de tumulto – tiroteio ou mesmo uma briga –, é comum as pessoas correrem desorientadas. Quem cai, pode ser pisoteado. Por isso, o ideal é evitar os pontos mais lotados do bloco – em geral, ao redor do carro de som e da bateria.

“Muitos jovens solteiros preferem a aglomeração, porque é mais fácil abordar as meninas. Mas, se a prioridade for a segurança, quanto mais lotado, pior”, disse Rodrigues.

Grandes tumultos costumam ser exceção nos desfiles de rua – os crimes mais comuns são furtos, quando o ladrão rouba carteira e celular de foliões desatentos. As principais recomendações – reiteradas pela Polícia Militar – para se proteger são óbvias: não levar muito dinheiro, documentos desnecessários, joias e objetos de valor.

“Muito melhor do que levar muito dinheiro é usar cartão de crédito ou débito, porque o ladrão precisa descobrir a senha, o que é difícil hoje em dia”, afirmou Ricardo Napoli, diretor da Haganá Segurança Patrimonial. “Na hora de abrir a carteira para pegar o dinheiro, procure um lugar com menos aglomeração.” Para Napoli, “o ideal seria também não levar celular, mas todo mundo acaba levando”.

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