Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Forças Armadas podem sair da Rocinha a qualquer momento, diz Comando Militar

Segundo o coronel Roberto Itamar, saída é avaliada todos os dias

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2017 | 13h03

RIO - O porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), no Rio, coronel Roberto Itamar, disse ao Estado, nesta quinta-feira, 28, que as Forças Armadas podem sair a qualquer momento da favela da Rocinha, na zona sul da cidade. 

Segundo o coronel, essa possibilidade está sendo avaliada todos os dias, "na medida em que a situação na Rocinha já está sendo normalizada".

De acordo com o coronel, as conversas sobre a saída ocorrem todos os dias no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Elas envolvem representantes de todas as forças envolvidas na operação integrada.

"Avaliamos ontem, avaliamos hoje. Podemos sair a qualquer momento, a partir de quando chegarmos à conclusão de que a situação na Rocinha está normalizada, os mandados de prisão foram cumpridos, e não tem mais razão para as Forças Armas continuarem lá. O papel das Forças Armadas é ajudar na normalidade, a partir daí, as forças de segurança reassumem no dia-a-dia, como acontece, segue a vida. Se tiver algum problema, a gente volta", disse.

Itamar afirmou que a saída das forças da Rocinha não depende da prisão do chefe do tráfico local, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que está foragido.

"A prisão do Rogério é uma coisa que pode acontecer em qualquer ponto do Rio, e a sua prisão é função das forças de segurança pública. Nós, Forças Armadas, estamos fazendo o cerco", ressaltou.

Itamar também explicou o que as Forças Armadas consideram condições de normalidade na Rocinha. "É um estudo que depende, por exemplo, de as escolas voltarem a funcionar, do transporte público estar operando, se não tem mais tiroteio entre as facções. Se avaliarmos que voltou ao normal, não têm mais motivos para ter o cerco", afirmou.

Nessa quarta-feira, 27, quase todas as escolas da Rocinha voltaram a reabrir - apenas duas permaneceram fechadas. A comunidade também não tem registrado tiroteios nos últimos dias.

OperaçãoEm busca de Rogério 157, os  batalhões de Ações com Cães, de  Operações Especiais e de Choque  da Polícia Militar vasculham as comunidades do Parque União e Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio.

No Parque União, o Batalhão de Choque apreendeu uma pistola, um radiotransmissor, materiais para embalar drogas e deteve um suspeito. Depois de um confronto com criminosos, policiais localizaram uma fábrica clandestinas de bebibas alcoólicas.

Na Nova Holanda, policiais do BAC, com a ajuda de cães farejadores,  apreenderam meia tonelada de drogas e dois fuzis.

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