Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Forças Armadas voltam à Rocinha 

Operação busca criminosos, armas e drogas; agentes do exército permanecerão na comunidade até o término da ação

Ana Paula Niederauer / Constança Rezende/ Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2017 | 09h06

RIO - As Forças Armadas voltaram, na manhã desta terça-feira, 10, para a favela da Rocinha, zona sul do Rio. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), há 1.100 homens no local, entre 550 militares do exército e 550 policiais militares.

O exército está atuando no cerco à região desde as 5h40 desta terça, enquanto a Polícia Militar opera dentro da favela, em busca de criminosos, armas e drogas. 

O porta-voz do Comando Militar Leste (CML), Coronel Roberto Itamar, afirmou que a operação é pontual e que os agentes do exército permanecerão na comunidade até o término da ação.

Segundo o Coronel Itamar, o trabalho de varredura em alguns pontos da Rocinha é realizado com detectores de metais e pólvora para identificar materiais que estejam escondidos na mata.

+++ Dois homens são encontrados mortos na Rocinha nesta segunda-feira

A ajuda do exército foi solicitada após a volta de registros de intensos tiroteios no local. Nessa segunda-feira, 9, dois homens foram encontrados mortos na parte alta da favela. Os corpos, que não foram identificados, tinham vários ferimentos na cabeça.

Também na segunda-feira, a Polícia Civil prendeu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um traficante que seria um dos seguranças de Rogério 157, que lidera o tráfico na Rocinha.

Polícia Militar faz cerco a motociclistas na Rocinha

A Polícia Militar parou cerca de 40 motociclistas que chegavam à Rocinha pela Autoestrada Lagoa-Barra no início da tarde desta terça-feira, 10. A corporação havia recebido a informação de que seriam mototaxistas e fariam uma manifestação na entrada da favela a mando de traficantes. 

Eles seriam da área da Penha, zona norte do Rio, e teriam recebido ordens de criminosos que dominam o tráfico de drogas na região para fazer um protesto, apesar da forte presença policial no morro. Os bandidos da Penha seriam aliados de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157.

Um grande efetivo de PMs ficaram na saída do túnel Zuzu Angel para conter a manifestação. A pista sentido São Conrado chegou a ser fechada rapidamente. A polícia acredita que o objetivo deles era obstruir totalmente o tráfego de veículos. Mas não soube informar qual seria o motivo real do protesto.

Os motociclistas foram parados e mandados para a delegacia da Rocinha, que fica na pista do outro lado da autoestrada, num ônibus da PM. Eles seriam interrogados e teriam os documentos pessoais e das motos averiguados. Um grupo disse à reportagem que eles foram escolhidos ao acaso na saída do túnel. Alguns afirmaram estar indo à praia.

A Rocinha está com policiamento reforçado pela PM e Forças Armadas desde o início da manhã desta terça-feira. Os militares procuram Rogério 157, comparsas, armas e drogas. A PM faz também bloqueios nos acessos e no entorno.

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