Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Operação integrada não prende acusados de matar delegado no Rio

Pelo menos 12 suspeitos foram detidos, mas nenhum foi identificado como envolvido no assassinato de Fabio Monteiro

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2018 | 07h03
Atualizado 18 Janeiro 2018 | 17h32

RIO - A operação integrada das Forças Armadas e das Polícias Civil, Militar e Federal, desencadeada nesta quinta-feira, 18, não conseguiu prender acusados de matar o delegado Fabio Monteiro. Pelo menos doze suspeitos foram presos e conduzidos à Cidade da Polícia, central de delegacias especializadas no Rio. Nenhum, porém,  foi identificado como envolvido no assassinato do policial. Até o fim da tarde, não havia informações sobre armas apreendidas, mas os policiais encontraram drogas e explosivos.

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O delegado Marcus Amim, da Delegacia de Homicídios de Niterói, reconheceu em entrevista à Rede Globo que a notícia de que haveria operação vazou. Disse, contudo, que isso não atrapalhou os seus objetivos, de reconhecimento e coleta de informações. Admitiu, porém, que houve prejuízo aos resultados. 

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A ação, depois do quarto dia consecutivo de tiroteio no Jacarezinho, na zona norte do Rio, mobilizou pelo menos 3 mil agentes. As favelas do Jacarezinho, Arará, Mandela e Manguinhos tiveram seus acessos bloqueados pelos militares.

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A mobilização começou às 5 horas e foi acompanhada pela cúpula da polícia no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, na região central da capital fluminense. O espaço aéreo das comunidades foi vetado para aeronaves civis. No Jacarezinho, tonéis cheios de concreto, encravados no solo com trilhos, bloqueavam vias. Foram removidos por militares, com o auxílio de escavadeiras. Elas também foram usadas para desbloquear passagens que estavam cheias de lixo.

Os agentes conseguiram mandado de busca coletivo que lhes permitiu revistar várias casas. As apreensões ocorreram em algumas delas e em pelo menos um carro.

 

Assassinato

O delegado Fabio Monteiro, de 39 anos, foi encontrado morto na última sexta-feira, 12, no Jacaré, dentro do porta-malas de um carro. Ele atuava na Central de Garantias Norte. O policial foi rendido por criminosos, levado para um ponto no interior da comunidade do Jacarezinho e baleado. Logo após o crime, policiais iniciaram uma operação na favela, a cerca de 800 metros da Cidade da Polícia, e em outras favelas da região.

 

Monteiro era casado e tinha dois filhos. Ingressou na Polícia Civil do Rio em 2014 e atuava também como professor de Direito Penal e Direito Processual Penal em um curso preparatório para concursos da Polícia Civil.

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