Felipe Dana/AP
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Fotógrafo faz retratos de usuários de crack no Rio de Janeiro

O Brasil, de acordo com estudos recentes, tornou-se o consumidor número 1 da droga, um derivado da coca altamente viciante

AP

08 de abril de 2015 | 17h25

Em um estúdio de retratos improvisado no Rio de Janeiro, uma cadeira limpa é posta em frente a um pano branco, iluminado por duas pequenas lâmpadas. A cena atrai usuários de crack. Alguns deles se abrem e contam suas histórias, enquanto outros revelam isso apenas através do olhar.

Sancler Rodrigues pegou uma camiseta de time de futebol emprestada de um amigo antes de posar. "Eu não achei que a minha camisa preta velha ia ficar boa na sua foto", disse o homem de 32 anos.

Entre aqueles que  buscavam um retrato, uma mulher grávida pela terceira vez.


Outra mulher sorri enquanto segura o cachorro de pelúcia que pertence ao seu filho, que nasceu prematuramente e está hospitalizado. Daniela Pinto, de braços magros que se projetam do seu vestido vermelho, deseja se livrar do vício.

Carla Chris, 35, agarra-se ao otimismo. "Sorria porque a vida é bela", ela diz. 

Henrique Felix Santos, de 41, fica filosófico quando perguntam o que ele está pensando enquanto posa para a foto na Cracolândia.

"A expressão de cada ser humano é consistente com a sua realidade", ele diz.

País. O Brasil, de acordo com recentes estudos, tornou-se o consumidor número 1 de crack, um derivado da coca altamente viciante. O número estimado de 1 milhão de usuários de crack preocupa as autoridades.

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