Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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Geógrafa encontrada morta foi vítima de execução, diz polícia

Priscila Góes Pereira, de 37 anos, foi baleada com sete tiros enquanto se maquiava dentro de seu carro na zona norte do Rio

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 20h42

RIO - Morta com sete tiros à queima-roupa enquanto se maquiava na segunda-feira, 5, dentro de seu carro em Maria da Graça, na zona norte do Rio, a geógrafa Priscila Góes Pereira, de 37 anos, foi vítima de uma execução, segundo avaliam policiais da Delegacia de Homicídios da capital fluminense. 

Os investigadores acreditam que o assassino calculou o momento em que poderia surpreendê-la e assassiná-la, porque conhecia a sua rotina. A professora costumava deixar o veículo em um local, perto de uma estação do Metrô, para ir trabalhar. O corpo foi achado dentro do automóvel à tarde.

Até esta terça-feira, 6, nenhuma câmera de segurança com imagens do crime foi localizada, após uma varredura realizada pelos agentes da especializada no começo da manhã. Sabe-se, entretanto, que nenhuma câmera estava apontada para o local do crime. Parentes e colegas de trabalho da professora já foram ouvidos pela Polícia Civil. Outras testemunhas, que estavam perto do estacionamento, disseram não ter visto o rosto do assassino de forma nítida. 

Priscila era professora de Geografia e pesquisadora. Fazia parte do grupo de Pesquisa do Laboratório Estado, Economia e Território da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Leste/IPPUR/UFRJ), com estudos área do planejamento governamental. Entre 2007 e 2009, trabalhou como consultora e assessora técnica do Ministério da Integração Nacional. No mesmo ano, atuou como assessora da Secretaria Estadual de Obras. Em 2010, a geógrafa fez um doutorado em Planejamento Urbano e Regional na UFRJ e ainda deu aulas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro(Uerj). Segundo a polícia, a vida profissional de Priscila também será investigada. 

A geógrafa deixa uma filha de sete anos. Ela havia completado 37 anos no último dia 30. Nas redes sociais, amigos e colegas lamentaram sua morte trágica. "Que o Senhor conforte toda a família de Priscila Góes. Muito triste a perda de uma pessoa tão alegre e cheia de sonhos, uma supermãe", escreveu uma amiga. 

"Palavras fogem nesse momento, as lágrimas tomam contam de mim, não consigo acreditar. Por que tanta maldade? Como uma pessoa é capaz de cometer tamanha brutalidade? Uma mulher guerreira, uma mãe maravilhosa e uma professora exemplar", disse uma colega.

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