Governador do Rio diz que cúpula da polícia será mantida

Governador do Rio diz que cúpula da polícia será mantida

Pezão negou falhas na escolha dos policiais; coronel e primeiro-tenente foram presos nesta quinta-feira

Clarissa Thomé e Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2014 | 20h44

RIO - Depois de saber da prisão do coronel Dayzer Corpas Maciel, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) negou falhas na escolha dos comandantes nesta quinta-feira, 9. “A operação é nossa. Isso mostra que nós cortamos na própria carne. Não tem (influência do) calendário eleitoral.” Nesta semana, o então tenente-coronel Corpas foi promovido e assumiu o Comando de Policiamento Especializado.

O ex-comandante do 17.º Batalhão de Polícia Militar da Ilha do Governador, na zona norte do Rio, coronel Dayzer Corpas Maciel, e o chefe da 2.ª Seção (P-2) do batalhão, primeiro-tenente Vítor Mendes da Encarnação, foram presos nesta quinta-feira, 9, acusados de comandar o sequestro de dois traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Além deles, outros 14 policiais foram detidos e 32 mandados de busca e apreensão, cumpridos. 

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que “de maneira nenhuma iria intervir em movimentação de policiais, considerando que as pessoas estão sendo investigadas”. “Com a operação de hoje mostramos para a PM que há controle e supervisão e que, com o Ministério Público do Rio, temos condições de chegar aos grupos de corruptos.”

Em outra operação no mês passado, o coronel Alexandre Fontenelle, que era o chefe do Comando de Operações Especiais (COE), responsável pelas tropas de elite da PM, e outros 25 policiais foram presos. Eles são acusados de usar o 14º Batalhão (Bangu, na zona oeste) para extorquir dinheiro de comerciantes.

Mesmo assim, Pezão garantiu que o comandante-geral da PM, coronel Luís Castro Menezes, será mantido no cargo. “É uma operação da Corregedoria (Geral Unificada). Até prova em contrário, ele tem toda a minha confiança.” 

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