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Governador lamenta morte de policial e diz que criminosos devem ser tratados como terroristas

Sargento foi o 100º policial assassinado no Rio neste ano

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2017 | 19h06

RIO - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, divulgou há pouco uma nota lamentando a morte do 2º sargento Fabio Cavalcante e Sá, assassinado na manhã deste sábado, 26, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, quando visitava os pais.

Ele foi o 100º policial militar assassinado no Estado do Rio em 2017. Na nota, Pezão chama de terroristas bandidos que assassinam policiais e defende uma legislação criminal mais dura.

“Um criminoso que porta fuzil e mata policial deve ser tratado como terrorista, e o Estado defende o endurecimento da legislação penal. Segurança é prioridade para o nosso governo, que promoveu mudanças recentes na política de pacificação visando, sobretudo, à preservação da vida. Os governos estadual e federal, integrados, vêm lutando para salvar vidas. Diversas ações já tiveram início, no entanto os amplos resultados não são imediatos. Juntos, continuaremos em defesa dos cidadãos fluminenses, que, infelizmente, hoje perderam mais um defensor”, afirma Pezão.

O governador diz ainda que se solidariza com a família e amigos do policial, um defensor do Estado, e de todos os seus colegas policiais assassinados. Até agora, apenas a Secretaria de Segurança do Rio e a Polícia Militar haviam se pronunciado sobre o caso.

O crime. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, o sargento Cavalcante foi atingido com um tiro na cabeça. No entanto, testemunhas afirmam que ele foi vítima de uma série de disparos. Os assaltantes também teriam levado a arma, a carteira e objetos pessoais do policial.

Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nilo Peçanha, em Duque de Caxias, também na Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos. Aos 39 anos, o sargento estava há mais de 15 anos na corporação. Ele era lotado no 34º BPM, em Magé, cidade da Baixada Fluminense onde morava com a esposa e o filho.

O PM foi candidato a vereador em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, nas eleições de 2016. Concorrendo pelo PR, Fabinho ele obteve 1.090 votos (0,43%) na cidade.

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