Governo do Rio diz que revidará a ataque contra ministros

Ministros das Cidades e dos Portos tiveram de se jogar no chão para se proteger de tiroteio

Felipe Werneck, do Estadão,

10 Setembro 2007 | 15h00

O secretário de Segurança do Rio, José Marinao Beltrame, afirmou, no início da tarde desta segunda-feira, que o governo do Estado pretende revidar a ação de traficantes do morro do Jacarezinho, que iniciaram um tiroteio no momento em que um trem em que viajavam os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e dos Portos, Pedro Brito, passavam pela região. Vários tiros atingiram o trem em que estavam as autoridades.   Ministros se jogam no chão para se proteger de tiros no Rio   Beltrame também confirmou que havia uma recomendação para que o passeio de trem com a presença de autoridades não fosse feito. O governador Sérgio Cabral Filho não foi. Mas os ministros resolveram participar do passeio. "Não vamos permitir que sejamos afrontados. Reconhecemos como uma situação que não pode ocorrer, e não vamos permitir que isso passe em branco. Vamos tomar as medidas que precisam ser tomadas", afirmou Beltrame, sem especificar que tipo de ação será tomada pela polícia na região.   O trem em que viajavam os ministros foi atacado duas vezes e os ministros precisaram se jogar no chão para se proteger dos tiros. Questionado se teve medo, Brito afirmou: "Não tive tempo", admitindo que, para se proteger, se jogou no chão do vagão.   Os dois ministros estavam acompanhados do secretário estadual de Transportes do Rio, Júlio Lopes, para fazer uma vistoria em uma instalação de um muro que separa a linha férrea que dá acesso ao Porto do Rio, de uma ocupação irregular de favelas. Brito afirmou que sua reação, de se jogar no chão, é "natural de cautela, que todos devem ter".   Quando a composição passou próximo à favela do Jacarezinho, criminosos armados, aparentando serem adolescentes, fizeram disparos de pistola. Houve pânico, e os ministros se jogaram no chão. Aparentemente, os traficantes se incomodaram com as lentes dos fotógrafos.   No trajeto de volta, funcionários da MRS, empresa responsável pela linha férrea, pediram que não fossem feitas fotos da favela. Mesmo com o trem em velocidade maior, houve novo ataque a tiros. Policiais militares e seguranças à paisana do governo estadual revidaram, segundo passageiros.   Segundo o ministro das Cidades, foi uma decisão pessoal, das autoridades, embarcar no trajeto de volta. Representantes da MRS informaram que o trem possui blindagem e os tiros não chegaram a atingir o interior dos vagões.

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