Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Secretário do Rio pede R$ 8 mi ao governo federal para 'resgatar' polícia

O secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santo Cruz, afirmou que nº de agentes da Força Nacional pode chegar a 350; Estado prefere verba

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

04 Maio 2017 | 13h50
Atualizado 04 Maio 2017 | 22h41

RIO - O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, pediu nesta quinta-feira, 4, ao secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, R$ 8 milhões mensais para “resgatar um policiamento mais eficiente” no Estado. Em meio à crise financeira e ao avanço da criminalidade, Sá indicou preferir o dinheiro, que permitiria expandir o horário de serviço de policiais de dezessete batalhões da PM, ao envio de 100 policiais da Força Nacional de Segurança (FNS). Anunciada na véspera pelo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, essa “ajuda” foi criticada por especialistas como insuficiente.

Com esses R$ 8 milhões eu consigo, com recursos próprios, restabelecer um nível de segurança. Mas eu também não sei se é possível, mas é uma grandeza (valor) para que o secretário nacional tenha conhecimento e, junto com o presidente da República, possa analisar se é melhor aportar esse recurso ou mandar esse contingente”, declarou o secretário. As verbas pagariam o Regime Adicional de Serviço (horas-extras) aos policiais. O militar prometeu estudar o pedido do Rio de Janeiro.

Sá e outros chefes da Polícia do Rio se reuniram nesta quinta pela manhã com o general Cruz no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para discutir a ajuda federal ao Rio na área de segurança. O militar, porém, afirmou que ainda não sabe quantos homens da Força Nacional irão para o Rio, nem quando chegarão, para reforçar o policiamento. Após a reunião   com Sá, Cruz disse que o efetivo pode chegar até a 350 policiais.

"O que vai ser feito ainda está sendo discutido com a Secretaria de Segurança”, afirmou o general. “Existem medidas que são da área de estruturação e outras da área operação. Essa reestruturação de apoio não passa apenas por esse limite de 100, 150 ou 200 (policiais). Nós vamos oferecer o apoio que seja possível para nós", disse.

Roberto Sá também criticou veladamente a “tentativa” que, segundo ele, o programa da Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) representou.

“Hoje, nós percebemos que (a UPP) foi ousadia demais do governo do Estado, com instrumento que ele tinha de segurança local. Nós fomos ousados demais e talvez nós estejamos pagando um preço caro por ter tido essa tentativa de levar paz a todas as áreas, inclusive essas mais carentes”, disse.

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