Governo fluminense libera R$ 3 mi para socorrer Itaipava

Região foi castigada por fortes chuvas; temporal deixou 70 famílias desalojadas e 19 desabrigadas

Nilson Brandão Junior e Márcia Vieira, de O Estado de S. Paulo,

05 de fevereiro de 2008 | 19h18

O governo fluminense vai liberar R$ 3 milhões para socorrer a região de Itaipava, distrito de Petrópolis na região serrana do Rio, onde nove pessoas morreram depois de um temporal no domingo, 3. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 4, pelo governador Sergio Cabral Filho (PMDB). O governador relacionou as ocupações irregulares ao assoreamento do rio Santo Antonio, que transbordou e inundou a área, destruindo casas e trechos das encostas da estrada BR-495, que liga Petrópolis a Teresópolis. O temporal deixou 70 famílias desalojadas e 19 desabrigadas. "Vamos ser rigorosos na fiscalização dos rios e das ocupações, para evitar que tragédias como essa voltem a acontecer", afirmou Cabral Filho, que, na segunda, visitou o distrito atingido pelas chuvas. O governador também informou que nesta terça-feira, 5, equipamentos e caminhões serão enviados para a cidade pela Fundação Superintendência de Rios e Lagoas (Serla). Cabral Filho disse que já solicitou emergência ao Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para as obras de recuperação da BR-495. Em apenas vinte quilômetros da estrada foram registrados mais de 200 deslizamentos. Desabrigados A prefeitura calcula que até o fim da semana todas as 19 famílias que perderam suas casas deixarão os dois abrigos para onde tinham sido transferidas. O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, assinou nesta segunda-feira, 4, um decreto determinando o pagamento de um "aluguel social" para as famílias que perderam suas residências. Cada uma terá à disposição até R$ 300. Quem preferir ficar para casa de parentes receberá uma ajuda de R$ 150.  Além das 19 famílias desabrigadas e das 70 desalojadas (que, segundo as autoridades locais, estão em casas de parentes), entre 250 e 300 outras famílias tiveram as casas atingidas pelas chuvas, mas não precisaram deixá-las.  Ainda na segunda-feira, 200 homens trabalharam intensamente, sob o comando da Defesa Civil Municipal, para o trabalho de limpeza nas áreas atingidas. "Distribuímos 1.400 colchonetes e fizemos 700 atendimentos no posto de saúde", disse o major Rafael Simão, da Defesa Civil. As casas atingidas em área de risco não poderão mais ser reconstruídas. "Não podemos deixar as pessoas construírem casas na beira do rio. Mas as que eram legalizadas podem ser levantadas de novo. O que aconteceu foi excepcional. Choveu em uma hora o equivalente a três semanas de acúmulo de água. Foi uma barbaridade", comentou o major. A Rodovia BR-495, estrada que liga as cidades de Petrópolis e Teresópolis, só será liberada em duas semanas. Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit), apenas moradores e produtores rurais da região podem usar a estrada atualmente. As obras de recuperação podem ser demoradas. É preciso fazer contenção de encostas e trocar placas de concreto.

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