Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Grande Rio e Império Serrano continuam na elite do carnaval carioca em 2019

Na prática, a decisão foi tomada em função do poder que a Grande Rio exerce perante as demais escolas; apenas Mangueira e Portela foram contrárias à anulação do rebaixamento

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 22h44

RIO - Embora rebaixados pelos jurados dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro neste ano, Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio vão continuar disputando o Grupo Especial em 2019. A mudança de regras foi decidida na noite desta quarta-feira, 28, quando os presidentes das escolas que integram a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) se reuniram para debater o cancelamento do rebaixamento.

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No desfile de 2019, portanto, 14 escolas vão se exibir na elite do carnaval carioca: as 13 que desfilaram neste ano e a Unidos do Viradouro, que venceu a segunda divisão e ganhou o direito de disputar o Grupo Especial. Duas escolas devem ser rebaixadas e a campeã da segunda divisão será alçada à elite. Assim, 13 escolas devem desfilar em 2020, quando novamente duas serão rebaixadas e a campeã da segunda divisão vai disputar o Grupo Especial. Se não houver nova mudança de regras, em 2021 a elite voltará a ser composta por 12 escolas.

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Participaram da votação representantes de 12 das 14 escolas - Grande Rio e Império Serrano não votaram porque eram diretamente interessadas no resultado. Dez agremiações optaram pela mudança da regra, enquanto os representantes de Mangueira e Portela foram contrários.

Ainda não há decisão sobre a ordem dos desfiles em 2019, mas já é certo que as últimas escolas vão se apresentar à luz do dia, tanto pelo aumento do número de agremiações como porque os desfiles serão em 3 e 4 de março, quando eventual horário de verão já não estará em vigor.

Precedente. A principal alegação usada para cancelar o rebaixamento foi de que a Grande Rio, penúltima colocada, foi prejudicada por um problema no último carro alegórico. Mais largo do que era preciso para que ele pudesse seguir pela avenida Presidente Vargas, o carro entalou nas sarjetas da via e só foi retirado com a ajuda de dois caminhões. A operação destruiu parte do carro alegórico, que não pôde desfilar. O problema atrasou o desfile da Grande Rio, que excedeu o tempo máximo de 75 minutos permitido para o desfile e perdeu pontos em vários quesitos.

No entendimento de presidentes das escolas, esse problema técnico seria uma casualidade que impediu a evolução regular do desfile da Grande Rio. Na prática, a decisão foi tomada em função do poder que a Grande Rio, cujo presidente de honra é Jayder Soares, exerce perante as demais escolas.

Em 2017, o regulamento já havia sido alterado após o carnaval, depois que Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti tiveram acidentes com carros alegóricos no início de suas exibições. O rebaixamento foi cancelado e por isso, neste ano, 13 escolas desfilaram - as 12 que haviam se apresentado em 2017 mais o Império Serrano, campeão da segunda divisão naquele ano.

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