Greves causam congestionamento no centro do Rio

Profissionais da companhia de água estão em Laranjeiras, docentes da rede pública fazem passeata da Avenida Presidente Vargas à Assembleia e motoristas de ônibus estão na Igreja da Candelária

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 17h23

Atualizada às 19h54

RIO - Protestos de três categorias profissionais que pedem reajuste salarial paralisaram o trânsito em vários bairros do Rio nesta quinta-feira, 5. O maior ato foi promovido por funcionários da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que fizeram greve de 24 horas para reivindicar reajuste de 39,8%. Ao protestar na frente do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, em Laranjeiras (zona sul), eles causaram o fechamento da rua Pinheiro Machado e do túnel Santa Bárbara, uma das principais ligação entre a zona sul e o centro do Rio.

Por volta das 16h30, após mais de quatro horas de interdição do trânsito, houve discussão entre grevistas e policiais e os PMs usaram bombas de gás e spray de pimenta para dispersar os manifestantes, causando tumulto e correria. Um manifestante foi detido.

Antes havia sido agendada para a próxima segunda-feira uma reunião dos funcionários da Cedae com o presidente da empresa, Wagner Victer, para discutir as reivindicações. Na terça haverá nova assembleia dos funcionários.

Os professores das redes estadual e municipal fizeram assembleia em frente ao Palácio Capanema, sede carioca do Ministério da Educação, no centro. Eles decidiram manter a greve iniciada em 12 de maio, e no fim da tarde seguiram em passeata até a igreja da Candelária, na mesma região. Cerca de 300 docentes gritaram palavras de ordem e frases como "Justiça burguesa, preste atenção, se cortar meu ponto não vai ter reposição”.

A Avenida Presidente Vargas e a Rua Primeiro de Março foram interditadas em vários momentos. À noite os professores se uniram a motoristas e cobradores de ônibus, que também haviam se concentrado nas imediações da igreja da Candelária para reivindicar reajuste salarial de 40%. O sindicato da categoria aceitou aumento de 10% proposto pelos patrões, mas um grupo de profissionais discorda e lidera uma dissidência que já provocou três dias de greve de ônibus na cidade.

Durante o ato desta quinta, os dissidentes não anunciaram novas paralisações. Às 19 horas, professores e rodoviários interditaram a avenida Rio Branco para seguir em passeata até a Cinelândia, causando nova interdição no trânsito e um imenso engarrafamento.

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