Google Street View/Reprodução
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Grupo é atacado a tiros em acampamento na Praia Funda, no Rio

Guia brasileiro Valcleodes Alves Ferreira foi baleado na barriga e na perna, enquanto polonês Pawel Gan Grvyboweki foi ferido no tórax; criminoso fugiu

Clarissa Thomé e Sérgio Torres, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2016 | 12h46
Atualizado 31 de agosto de 2016 | 21h23

RIO - Um homem mascarado atacou a tiros um grupo de excursionistas que acampava na noite desta terça-feira, 30, na Praia Funda, em Barra de Guaratiba, zona oeste do Rio. O guia do passeio e um turista polonês foram baleados. Houve pânico. Os amigos das vítimas se esconderam na floresta para fugir do agressor.

De acordo com a versão dada aos policiais, os oito integrantes da excursão se preparavam para jantar, às 19 horas, quando foram atacados pelo criminoso, que chegou atirando. O guia Valcleodes Alves Ferreira, de 28 anos, levou três tiros, na barriga e nas pernas. O polonês Pawel Gan Gravyboweki, de 28, teve o tórax atingido. Ambos estavam hospitalizados até a noite desta quarta.

A Praia Funda é acessível apenas por trilha no meio da mata. Os excursionistas estavam acampando no caminho que leva ao alto da Pedra do Telégrafo, mirante conhecido pelas fotos em que os visitantes, aproveitando-se de um truque de ilusão de óptica, parecem estar pendurados em um abismo.

Além da máscara, o homem vestia roupas camufladas. Segundo a estudante Thamirys Rocha dos Santos, de 20 anos, ele atirou seis vezes na direção de Ferreira. O guia mandou que os turistas se abaixassem. Thamirys correu para o mato, assim como a americana Maria Thereza Bull, de 53 anos. Por ter reagido, Gravyboweki também foi baleado pelo criminoso.

“Fiquei duas horas deitada no mato sem poder falar, sem poder reagir porque a gente não sabia quem estava atrás, foi horrível”, disse Thamirys, que feriu a boca na correria. Segundo a estudante, os amigos costumavam acampar no local. “É um lugar que eu nunca mais vou querer voltar.”

O Corpo de Bombeiros e policiais militares do 31.º Batalhão (Recreio dos Bandeirantes, zona oeste) socorreram as vítimas. A americana Maria Thereza Bull, que participa no Brasil de projeto social de reconstrução de casas, foi encontrada em estado de choque. Ela chegou a ser hospitalizada por crise nervosa. Só foi liberada após tomar uma medicação tranquilizante.

Helicóptero. O resgate dos feridos precisou ser feito de helicóptero porque a Praia Funda não tem acesso para carros. O guia foi internado no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, zona oeste. Gravyboweki está no Hospital Estadual Alberto Torres, na cidade de São Gonçalo.

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