Grupo é preso após agredir prostitutas com extintor

Homem filma os ataques; registro será usado na Justiça como prova contra os rapazes

Fabiana Cimieri, do Estadão,

05 de novembro de 2007 | 20h51

A polícia tem uma prova forte para ser usada na Justiça contra os jovens de classe média que agrediram prostitutas e travestis com espuma de um extintor de incêndio, na madrugada de domingo, 4, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Uma testemunha filmou a fuga dos rapazes e os perseguiu de carro até que se entregassem, disse o delegado da 16ª Delegacia de Polícia, Carlos Augusto Nogueira, responsável pelo caso. O motorista, que não foi identificado para evitar represálias, usou a câmera de seu celular para registrar a fuga e a placa do veículo que transportava os agressores, um Fiesta. Depois de seguir os rapazes, o homem ligou para a polícia. Eles foram detidos e levados para a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde prestaram depoimento e foram liberados. Os jovens agressores foram identificados como Luciano Filgueiras da Silva Monteiro, de 21 anos, Fernando Matos Ruiz, 19, e um menor, de 17. Eles chamavam as mulheres nos pontos de ônibus e, quando elas chegavam perto do veículo, disparavam gases de um extintor de incêndio. De acordo com o delegado Nogueira, os agressores estavam alcoolizados e vão responder pelos crimes de injúria real (pena que varia de três meses a um ano de prisão), além de perturbação do trabalho ou sossego alheio (pena de 15 dias a três meses de prisão). Eles serão julgados pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim). A polícia ainda vai apurar se o extintor usado na agressão foi roubado do condomínio onde mora um dos três agressores, o que, em caso de confirmação, poderia aumentar a pena dos agressores. O destino do menor será decidido pelo Juizado da Infância e da Juventude. No mesmo bairro, de classe média alta carioca, no dia 22 de junho, cinco jovens foram presos após espancarem a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto. Quatro deles permanecem presos. Felippe de Macedo Nery Neto obteve em agosto habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque não teria saído do carro durante a agressão. Em Copacabana, na zona sul, uma prostituta foi espancada, em julho, por três rapazes, que fugiram. No mesmo mês , os atores Lui Mendes e Rômulo Arantes Neto, foram acusados de agredir e roubar outra prostituta. Eles negaram as acusações e tiveram a versão confirmada por dois travestis que estavam com o grupo no motel. O caso foi arquivado em agosto.

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