Grupo interdita avenida no Rio contra reajuste da tarifa

Manifestantes interditaram a pista principal da Avenida Presidente Vargas, no sentido igreja da Candelária

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2016 | 20h07
Atualizado 22 Janeiro 2016 | 22h10

RIO - Vinte e quatro pessoas interditaram a pista principal da Avenida Presidente Vargas, no sentido igreja da Candelária, na altura da estação ferroviária Central do Brasil, às 19h desta sexta-feira, 22. O grupo protestava contra o reajuste da tarifa de ônibus municipal, que passou de R$ 3,40 para R$ 3,80 em 2 de janeiro passado.

Três policiais militares intervieram e tentaram convencer o grupo a liberar a via. Após seis minutos de interdição, os manifestantes saíram caminhando em direção à Candelária, ocupando duas das quatro faixas da avenida.

Munido de faixas e cartazes contra o reajuste da tarifa e as gestões do prefeito Eduardo Paes e do governador Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB, o grupo ganhou adesões ao longo do trajeto, mas nunca ultrapassou 50 pessoas.

O protesto foi convocado por meio das redes sociais pelo Movimento Passe Livre. Estava previsto para começar às 16h, em frente à Central do Brasil, mas, por causa da chuva, os ativistas só começaram a se reunir por volta das 18h20, e demoraram mais de meia hora para decidir o que fazer. 

Após uma reunião em que discutiram propostas de trajeto, os manifestantes decidiram iniciar a caminhada. Antes, fizeram discurso exigindo transporte público gratuito para todos no Rio, em frente ao terminal de ônibus situado ao lado da estação ferroviária.

Vinte e um policiais militares escoltaram os manifestantes ao longo da avenida Presidente Vargas. Depois, eles seguiram pela Avenida Passos rumo à Lapa, e terminaram o ato na Cinelândia, por volta das 20 horas.

Não houve tumulto. Na meia hora final, havia mais policiais e agentes de trânsito do que ativistas participando do protesto.

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