WILTON JUNIOR / ESTADÃO
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Guarda municipal retira cerca de 400 pessoas das praias do Rio neste fim de semana

Sessenta pessoas foram multadas nas zonas sul e oeste por não protegerem devidamente o rosto. Banho de mar estava proibido desde março e foi liberado neste sábado

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2020 | 19h24

No primeiro domingo de banho liberado nas praias da cidade do Rio de Janeiro, cariocas se aglomeraram na orla, alguns deles sem máscara, infringido as regras de distanciamento definidas para o atual período de pandemia. Sessenta pessoas foram multadas pela Guarda Municipal, nas zonas sul e oeste, por não protegerem devidamente o rosto. Neste sábado, 1, foram 63. 

Em todo final de semana, cerca de 400 pessoas foram retiradas da areia. Um homem chegou a ser levado à 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, por não usar máscara e por se recusar a mostrar identificação aos guardas. 

O banho de mar estava proibido no Rio desde março, quando o número de casos de contaminações e mortes começou a subir e a prefeitura impôs uma série de regras de isolamento à população. Neste sábado, o mergulho e a presença de vendedores ambulantes foram liberados. Mas a permanência na areia não. 

A flexibilização foi anunciada pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) na última sexta-feira. "A curva de óbitos caiu. Temos a esperança de não ter uma segunda onda da doença no Rio. À medida que olhamos os indicadores, nossa convicção e fé é de que não teremos uma segunda onda", afirmou. 

Nesta quinta fase do processo de flexibilização do isolamento social, a prefeitura liberou também a abertura voluntária das escolas particulares; a extensão do horário de funcionamento de bares, restaurantes e lanchonetes até 1h; a retomada do horário habitual dos shoppings, de 10h às 22h; e a antecipação da abertura das lojas de rua de 11h para 9h. 

Em assembleia virtual, ontem, professores de escolas particulares decidiram, no entanto, manter as aulas via internet. "Não nos negamos a trabalhar, e estamos trabalhando muito no teletrabalho, mas estamos em greve pela vida", afirmou o presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), Oswaldo Teles.

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