'Guerra da Segurança' só será ganha com desenvolvimento e emprego, diz Pezão

Em evento com Temer no Rio, governador do Estado agradeceu a intervenção federal e defendeu "carteira assinada de trabalho" para todos

Roberta Pennafort e Denise Luna - O Estado de S.Paulo

RIO - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), disse nesta terça-feira, 20, em evento da Marinha do qual participou com o presidente Michel Temer (MDB), que o combate à violência só será eficaz se houver crescimento econômico e geração de emprego. 

Governador do Rio agradeceu a intervenção federal Foto: Fabio Motta/Estadão

Eles estiveram na Cerimônia de Início da Integração dos Submarinos Classe Riachuelo, da Marinha, no complexo naval do município de Itaguaí, Região Metropolitana do Rio.

"O que nós precisamos no Estado do Rio é de muita segurança, e o senhor está nos auxiliando, sendo parceiro nosso. Mas precisamos muito de emprego, que a atividade econômica cresça", disse, dirigindo-se a Temer. "A gente só ganha a guerra da segurança pública com uma carteira assinada de trabalho, todos os trabalhadores querem ter." 

+++ Forças de Segurança fazem operação na favela Kelson's no Rio

Pezão citou a intervenção federal na segurança, iniciada no fim de semana. "O senhor está retornando ao Rio três dias depois de a gente ter sentado para conversar para colocar as Forças Armadas à disposição do Estado para a gente vencer essa chaga da droga. Do fundo do meu coração, meu grande agradecimento ao senhor".

Operação na comunidade Kelson's, zona norte do Rio Foto: Wilton Júnior/Estadão

Parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha, o Riachuelo é o primeiro dos quatro submarinos convencionais (com motores diesel-elétricos) que estão sendo construídos no Estaleiro e Base Naval (EBN) de Itaguaí, e deve ser lançado ao mar no segundo semestre. Isso caso não ocorram mais atrasos. Pezão afirmou que no programa foram gerados 4,7 mil postos de trabalho diretamente.

Sob investigação da Lava Jato por incluir a Odebrecht, o Prosub, orçado em mais de R$ 30 bilhões, está quatro anos atrasado, na esteira de dificuldades orçamentárias e técnicas. Foi iniciado há dez anos, num acordo de arrasto tecnológico com a França que tem como objetivo aumentar a segurança da costa brasileira no futuro. 

Também estiveram presentes na cerimônia os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira, da Defesa, Raul Jungmann, dos Transportes, Mauricio Quintella, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o comandante da Marinha, Eduardo Bacellar, entre outras autoridades. No meio da cerimônia, enquanto falava o comandante da Marinha, Meirelles cochilou por alguns momentos. 

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