AFP PHOTO / CARL DE SOUZA
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Piloto morre em queda de helicóptero no Rio; três passageiros ficam feridos

Aeronave seguia do Recreio dos Bandeirantes para Cabo Frio quando caiu no mar da Barra da Tijuca. FAB apura as causas da queda

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 11h45
Atualizado 09 Maio 2018 | 19h22

RIO - Um helicóptero que decolara de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, e seguia para Cabo Frio com quatro pessoas a bordo caiu no fim da manhã desta quarta-feira, 9, no mar da Barra da Tijuca. O piloto Murilo Rabelo, 57 anos, morreu no local, e os três passageiros ficaram feridos. Ainda não se sabe o que provocou o acidente.

Os sobreviventes foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra. Marcelo Freitas, 52, Hélio Gomes, 45, e Paulo Pereira Seixas, 55, sofreram ferimentos leves. O estado de saúde deles é estável. O piloto da aeronave foi resgatado e passou por procedimentos de reanimação durante 30 minutos. Mas não sobreviveu e morreu antes de ser levado ao hospital. Uma testemunha que presenciou o acidente disse que o helicóptero voava muito baixo.

 

“Eu estava passando de carro, olhando para o mar, e vi o helicóptero como se estivesse pousando na água. De repente, ele caiu. Foi um impacto muito grande, muito forte”, relatou o estudante de publicidade Wallison Rodrigues, 28. Ele passava pela avenida Lúcio Costa, em frente à praia, no momento da queda.

De acordo com Rodrigues, a hélice da aeronave parecia funcionar normalmente. “Ela estava girando. Ele (helicóptero) foi descendo, descendo, e de repente perdeu a força e caiu. Aí ficou com a barriga pra cima”, narrou. Os primeiros socorros foram feitos por guarda-vidas que atuam na praia. Depois, bombeiros da região ajudaram no resgate, que contou com o apoio de dois helicópteros. Ao todo, 28 pessoas atuaram na operação, incluindo mergulhadores.

 

O chefe do Comando de Bombeiros de Área 8, coronel Marcelo Leite, disse que o batalhão foi acionado às 11h19. “Duas vítimas da queda estavam do lado de fora do helicóptero (quando o socorro chegou), e essas foram mais rápidas de retirar (do mar), com as motos aquáticas”, relatou.

No início da tarde, cinco investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Força Aérea Brasileira (FAB) seguiram para o local do acidente e para o Hospital Lourenço Jorge para apurar as causas da queda.

“Nessa primeira fase nosso objetivo é colher dados e informações. Vamos conversar com os passageiros para saber o que eles viram durante a ocorrência”, afirmou o capitão Erick de Assis Cheve Costa, um dos investigadores destacados para apurar o acidente. “Eles são uma parcela importante para a nossa investigação, que não tem prazo para encerrar.”

Informações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) constataram que a aeronave era do modelo 206B, tinha capacidade para até quatro passageiros e estava apta a operar. O helicóptero foi fabricado em 1980, e seu Certificado de Aeronavegabilidade era válido até junho de 2020. A Inspeção Anual de Manutenção estava em dia.

O helicóptero foi adquirido em 2012 pela empresa Mapa Empreendimentos e Participações, que presta consultoria em gestão empresarial. A operadora do helicóptero será a responsável por retirá-lo do mar.

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