Google Street View/Reprodução
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Homem acusado de matar ex-mulher é preso por parentes da vítima

Vítima decidiu se separar, mas o ex-marido não aceitava o término da relação; ela foi esfaqueada no pescoço em uma calçada

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2018 | 13h04

RIO - Parentes de uma mulher assassinada a facadas neste domingo, 18, em Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio de Janeiro, estavam indo ao enterro dela na manhã desta terça-feira, 20, quando avistaram o principal suspeito pelo crime, o ex-marido da vítima.

Vanclécio Cordeiro, de 28 anos, cuja prisão já havia sido decretada pela Justiça, caminhava por uma rua de Colégio, bairro vizinho a Vicente de Carvalho. Os parentes da vítima pararam o carro, imobilizaram o acusado e chamaram a polícia. A nutricionista e estudante de Administração Fernanda Siqueira, de 29 anos, foi enterrada na manhã desta terça-feira.

Fernanda e Cordeiro se conheceram em 2014, quando trabalharam juntos numa quitanda. Casaram-se em março de 2015, mas Cordeiro era muito ciumento. Segundo familiares de Fernanda, durante uma briga há cerca de cinco meses ele quebrou o vidro do banheiro com um carregador do celular. Ela então decidiu se separar, o que o homem não aceitava.

A vítima foi morar na casa dos pais, mas mantinha uma chave da casa que dividiu com Cordeiro. No domingo, ele ligou pra ela e pediu que lhe entregasse a chave da casa. Por volta das 19 horas daquele dia, Fernanda foi à porta do prédio onde iria se encontrar com o ex-marido, na rua Tarira. Na calçada, ela foi atacada por Cordeiro, que, segundo testemunhas, desferiu facadas no pescoço de Fernanda.

Ela chegou a ser levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte, mas morreu pouco depois. Segundo a polícia, ao ser preso, nesta terça-feira, Cordeiro confessou o crime.

"Eu, meu irmão e meu filho avistamos Vanclécio andando na rua tranquilamente, como se nada tivesse acontecido”, contou ao site G1 Orlando Nunes, primo da vítima.

"Nós paramos o carro e saímos correndo atrás dele. Quando eu cheguei, ele estava escondido embaixo de um carro. Chamei a polícia. A primeira coisa que ele falou quando o pegamos foi: ‘Como é que ela está? Eu não queria fazer isso, como é que ela está?’. É um conforto para família saber que ele está preso e que agora a justiça vai ser feita", disse Nunes.

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