Homem diz ter comprado crânio que pode ser de Priscila Belfort

Professor afirma que um homem lhe ofereceu uma caveira com um furo que parecia ter sido feito por tiro

Pedro Dantas, do Estadão,

09 de agosto de 2007 | 19h30

O professor de informática Adacyr Bernardo, de 43 anos, revelou nesta quinta-feira, 9, ter comprado um crânio entre o final de 2004 e início de 2005 que foi retirado de uma fazenda abandonada em São Gonçalo, na Grande Rio, onde Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, teria sido assassinada em maio de 2004 conforme contou Elaine Paiva da Silva. "Fazia parte de um grupo de motociclistas e usava ossos e crânios de animais para decorar motos. Um homem me ofereceu um crânio humano com um orifício parecido com um buraco de bala. Minha mulher não aceitou aquilo em casa e joguei no lixo", disse Bernardo em depoimento à polícia.Na quarta, Elaine da Silva, de 27 anos, disse ter participado do seqüestro e suposto assassinato de Priscila Belfort, em 2004, e seu corpo teria sido enterrado no sítio em São Gonçalo. Hoje, a Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo telefônico da suspeita. A polícia também espera que o extratos da conta telefônica do celular dela sejam fornecidos até terça-feira. A identificação do professor foi possível por meio dos catadores que costumam retirar clandestinamente terra da fazenda. Eles contaram que negociam objetos encontrados no local com moradores da região."Vamos continuar nossas buscas por vestígios do corpo de Priscila, que podem comprovar versão de Elaine", disse o delegado-titular da 75ª Delegacia de Polícia, Anestor Magalhães. Suspeitos A polícia identificou mais três integrantes da quadrilha denunciada por Elaine. A informação dada nesta quinta é do delegado-titular da 75ª Delegacia de Polícia do Rio, Anestor Magalhães. Segundo o delegado, todos eles possuem passagens pela polícia. "Estamos com equipes na ruas e queremos efetuar as prisões nas próximas horas", disse.

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