Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Homem é morto em tiroteio na Rocinha

Ele portava uma arma com a inscrição 157, o que, segundo a polícia, indica que pertencia ao grupo do traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico na favela

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2017 | 18h29

Um homem que seria traficante morreu em um tiroteio na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, na tarde deste domingo, 29. Segundo a Polícia Militar, ele portava uma arma que tinha a inscrição “157”, o que indica que faz parte do grupo de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, apontado como o chefe do tráfico de drogas na comunidade. O criminoso está sendo procurado pela polícia em diferentes favelas há mais de um mês, desde que houve a invasão da Rocinha por rivais.

A PM informou que policiais do Batalhão de Polícia de Choque faziam patrulhamento na Rocinha por volta das 15 horas, na localidade conhecida como Valão, e foram surpreendidos por criminosos, que fizeram vários disparos contra o grupo. Com o homem morto, foram encontrados uma pistola Taurus calibre 9 milímetros, que tinha o número 157 estampado na coronha (parte inferior da arma), carregador e munições. Drogas também foram apreendidas. O homem chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde morreu.

A situação na Rocinha é instável desde o dia 17 de setembro, quando bandidos tentaram tomar o controle dos lucrativos pontos de venda de droga dominados por Rogério 157. Eles agiram a mando de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, encarcerado no presídio federal de Porto Velho (RO). Nem era o “chefe” de Rogério antes da prisão, em 2011.

A invasão deu início a uma sequência de tiroteios que aterrorizou a população, impedida de sair de casa, interrompeu as atividades de escolas, creches, postos de saúde e pontos comerciais, e levou o Estado do Rio a pedir o auxílio de 500 militares Forças Armadas para auxiliar o trabalho da polícia.

Os efetivos fizeram operações conjuntas por nove dias, e deixaram a favela no dia 29 de setembro, sendo substituídos por 500 policiais. Estes vêm se ocupando de revistas, bloqueios e operações de busca de traficantes, armas e drogas. Neste domingo, a reportagem questionou a PM se o efetivo continua reforçado, mas não obteve resposta.

A população local vive insegura. O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, esteve na Rocinha na ocasião da saída do Exército, Marinha e Aeronáutica, e afirmou que a polícia faria “seu máximo” para proteger os moradores.

 

 

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