Promotor de eventos é indiciado por dupla tentativa de homicídio

José Philippe Ribeiro de Castro, de 28 anos, responderá ainda por lesão corporal por ferir três pessoas, incluindo a namorada, em festa

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 11h51

Atualizada às 22h54

RIO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro enviou nesta quinta-feira, 11, ao Ministério Público o inquérito que indicia o promotor de eventos José Philippe Ribeiro de Castro, de 28 anos, por dupla tentativa de homicídio qualificado e por lesão corporal durante uma festa na Gávea, na zona sul do Rio, na madrugada do último sábado, 6, quando três pessoas ficaram feridas.

A Justiça aceitou a denúncia contra Castro e decretou a prisão preventiva do promotor de eventos. Atualmente, ele está detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

"Ele é criminoso e lugar de criminoso é na cadeia. Ele é extremamente violento, tem oito antecedentes criminais", disse a delegada Monique Vidal, responsável pelo caso, em entrevista coletiva nesta quinta-feira. Metade das passagens de Costa pela polícia é relacionada a ataques contra mulheres. O promotor de eventos é acusado de agredir três pessoas em uma briga durante uma festa que ocorria em sua casa na manhã de sábado.

O bancário Gabriel Cunha da Silva, de 29 anos, teve parte da orelha decepada e ferimentos na cabeça por um objeto cortante ainda não identificado. A noiva de Gabriel, a estudante Ana Carolina Romeiro, de 21 anos, levou golpes no tórax e no abdome, com lesões no fígado, no diafragma e na artéria mamária. Depois de ficar internada na unidade de terapia intensiva (UTI) da Clínica São Vicente, na Gávea, a jovem foi transferida para um quarto e passa bem nesta quinta-feira. A terceira vítima do ataque, Lourenço Brenha, teve ferimentos superficiais na mão e no braço ao tentar conter o agressor.

Segundo Monique Vidal, várias testemunhas descreveram Costa como uma pessoa violenta e disseram temer represálias do promotor de eventos. O inquérito da Polícia Civil sobre o caso tem 230 páginas, com depoimentos de 19 pessoas. 

A delegada informou ainda que uma das testemunhas afirmou que havia um canivete na festa. Há também a possibilidade que a lâmina de um saca rolhas tenha sido usada pelo agressor, mas a polícia não encontrou vestígios de sangue no objeto. 

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