Facebook / Adam Zindul
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Homem que estava trabalhando na casa de turistas é acusado de matar lituano e estuprar a mulher dele

Suposto autor dos crimes será indiciado por homicídio qualificado, estupro e tentativa de feminicídio

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 19h50

RIO - A Polícia Civil do Estado do Rio acusa um homem de 37 anos de ter matado o turista lituano Adam Zindul, de 37 anos, na casa em que ele e a mulher passavam férias em Paraty, no litoral sul fluminense. O crime aconteceu na noite de quarta-feira, 5.

A mulher de Zindul, uma paulistana de 35 anos, foi estuprada pela mesma pessoa que matou o lituano. Ainda no hospital, onde está em observação, ela prestou depoimento nesta quinta-feira, 6, e afirmou que o acusado estava trabalhando na casa - cortando o mato - e já a havia assediado nos dois dias anteriores.

A Polícia Civil não esclareceu se a mulher reconheceu o rapaz como autor dos crimes, mas o delegado responsável pelo caso, Marcelo Russo, da 167ª DP (Paraty), indicou que vai indiciá-lo por homicídio qualificado, estupro e tentativa de feminicídio.

O acusado nega os crimes. Segundo as autoridades, Zindul chegou ao Brasil em 28 de janeiro. Ainda não se sabe se ele foi direto para Paraty ou esteve antes em outro lugar. O estrangeiro e a mulher alugaram até o dia 7 uma casa na praia do Sono, uma área de difícil acesso a cerca de 40 quilômetros do centro de Paraty. O imóvel pertence a uma brasileira que mora no Canadá.

Conforme os investigadores, por volta das 22h30 de quarta-feira a mulher de Zindul havia acabado de tomar banho e estendia a toalha no quintal da casa quando foi rendida pelo criminoso, que estava armado com uma faca. Ele teria ordenado à mulher que amarrasse o marido numa cadeira, e depois a estuprou. Após o estupro, o criminoso teria agredido a mulher, que ficou desacordada. Em seguida ele matou o marido dela e fugiu da casa, mas permaneceu na vizinhança, onde acabou detido.

A Polícia Militar foi acionada e os policiais precisaram pegar um barco e navegar por cerca de 15 minutos para chegar ao local - a outra forma de acesso é por trilhas em meio à mata. Quando os policiais chegaram, Zindul já estava morto, com a cabeça coberta por um pano e os braços e as pernas amarrados. Ele tinha várias marcas de ferimento pelo corpo, e a polícia acredita que tenha sido vítima de pauladas. Seu corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis logo após a perícia na cena do crime, realizada na manhã desta quinta-feira.

A mulher foi socorrida e levada para o Hospital Municipal Hugo Miranda, em Paraty, onde permanece em observação.

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