Homem que matou dona do Guimas é pardo, tem cerca de 30 anos e usa bigode, diz polícia

Nesta sexta-feira, 18, Disque-Denúncia recebeu três ligações com informações sobre o assassinato da sócia do restaurante Guimas

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2014 | 19h34

RIO - A Polícia Civil do Rio já tem informações sobre o homem que assassinou a empresária Maria Cristina Mascarenhas, de 66 anos, na quinta-feira, 17, na Praça Santos Dumont, na Gávea (zona sul). Ele é pardo, aparenta ter 30 anos, mede 1,70 metro e usava bigode. Nesta sexta-feira, 18, o Disque-Denúncia recebeu três ligações com informações sobre o assassinato da sócia do restaurante Guimas.

O corpo de Maria Cristina foi cremado no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na região central. Tintim, como era conhecida, levou um tiro à queima-roupa na cabeça, após resistir a um assalto. Ela levava R$ 13 mil para pagar funcionários. De acordo com amigos que compareceram ao velório, ela não costumava fazer esse tipo de ação.

Sem capacete, o criminoso desceu da carona de uma moto para cometer o crime e depois fugiu com o comparsa. O delegado titular da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, analisa as imagens das câmeras de segurança dos restaurantes e do prédio em frente ao local do assassinato. O carregador da pistola usada pelo bandido caiu no chão durante o assalto e foi recolhido pelos agentes.

Uma das linhas de investigação da polícia é de que Tintim foi vítima do crime conhecido como “saidinha de banco”, que entre janeiro e maio deste ano fez 557 vítimas no Estado, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP).

Segundo a assessoria de imprensa do Disque-Denúncia, analistas do órgão farão “cruzamentos de dados sobre crimes semelhantes ocorridos naquela localidade, a fim de identificar um padrão ou pessoas envolvidas nessa modalidade de crime”. As informações serão repassadas para o delegado.

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) chamou os criminosos de “facínoras” e garantiu que todo o efetivo policial está mobilizado para prender os bandidos e solucionar o caso. “Se depender de mim eles vão apodrecer no presídio.”

Velório. Cerca de 300 pessoas compareceram ao Cemitério Memorial do Carmo para prestar a última homenagem à Tintim. As cantoras Adriana Calcanhotto e Marisa Monte, o ator Otávio Müller e a presidente da Sociedade Viva Cazuza, Lucinha Araújo, estiveram no local, mas preferiram não falar com a imprensa.

Amigo de infância da empresária, o deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) contou que sua filha também tem o apelido de Tintim, por causa de Maria Cristina. “O Chico (Chico Mascarenhas, viúvo da empresária) ainda falou (enquanto se cumprimentavam no velório): ‘Agora só temos uma Tintim’. Eu respondi que ela era insubstituível.” Eles estiveram juntos há pouco mais de um mês, no Guimas. “Foi uma covardia. Se já tinha o produto do roubo, não havia porque executá-la. Eles devem ser punidos exemplarmente”, afirmou Itagiba que foi secretário estadual de Segurança Pública, entre 2004 e 2006.

Também deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) contou que conheceu Tintim e Chico Mascarenhas “há décadas” por meio do casal João e Lucinha Araújo, amigos em comum. Para ele, “esse fato vai deixar uma reflexão, além do lamento, do pesar, de que o crime é um negócio rentável, ilegal e que tem que ser combatido com a força do Estado, não com violência”. “O Estado é o culpado dessa situação que dá ao criminoso uma sensação tamanha de impunidade para que, em plena luz do dia, ele dê um tiro na cabeça de uma trabalhadora”.

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