Identificada 3ª vítima de explosão de fábrica ilegal de fogos

Explosão ocorreu por volta das 14h de sábado e, além do colapso da casa, provocou prejuízos em residências

Agência Estado,

06 de janeiro de 2008 | 07h30

A explosão de uma fábrica ilegal de fogos em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, já provocou a morte de pelo menos três pessoas. Até o final da tarde de sábado, uma delas havia sido reconhecida: Vítor Fróz dos Santos, de 26 anos. Informações da Globo News na manhã deste domingo apontam a identificação de mais duas vítimas. São elas: Alexander Fonseca de Sousa, de 16, e Renato Arantes dos Santos, 17. A instalação funcionava numa residência, que abrigava também um depósito de fogos. A explosão ocorreu por volta das 14 horas de sábado e, além do colapso da casa, provocou prejuízos em várias residências vizinhas, na Rua Capitão João Manuel, no bairro do Gradim. Muitas tiveram vidros quebrados, paredes rachadas e telhados danificados. Um carro estacionado em frente à casa ficou destruído. Uma escada metálica do sobrado foi parar na esquina, atirada a 200 metros do imóvel. Um bloco de concreto foi encontrado no quintal de uma casa do outro lado da rua. O número de vítimas pode ser ainda maior. Homens dos batalhões de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí foram mobilizados para o local. O trabalho é feito com cuidado porque ainda há risco de desabamento. A explosão provocou danos em pelos menos cinco casas vizinhas, sendo que a maioria delas teve paredes e telhados danificados. Uma das duas pessoas feridas foi uma jovem de 15 anos. Ela não estava no interior da casa e sofreu uma pancada na cabeça. Foi levada para o Pronto-Socorro Central da cidade e transferida para um hospital, mas seu estado não é grave. Segundo o secretário de transportes e Serviços Públicos de São Gonçalo, Wagner Kennedy, a família de sete pessoas que morava no andar de baixo do sobrado conseguiu escapar, pois tinham saído para almoçar. "Eles contaram que nem eles sabiam da verdadeira atividade dos vizinhos. Pensavam que eles fabricavam artigos para festas. Infelizmente as pessoas não têm a dimensão do risco que uma atividade clandestina como essa representa", lamentou o secretário, que ajudava os bombeiros. A prefeitura prometeu apoio aos moradores que tiveram casas danificadas.

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