Identificado mais um envolvido em assalto a empresário no RJ

O empresário M.A.S. foi abordado por criminosos vestindo camisetas da Polícia Federal, que roubaram R$ 30 mil

Fabiana Cimieri, Agência Estado

18 de agosto de 2007 | 13h33

O delegado da 16ª Delegacia de Polícia, Carlos Augusto Nogueira Pinto, disse já ter identificado e pedido a prisão preventiva da terceira pessoa que participou do assalto ao empresário M.A.S., na quarta-feira, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.   Os bombeiros Tito Lívio de Paiva França e Antonio Lázaro da Silva Franco, que vestiam camisetas da Polícia Federal, abordaram o empresário, estão presos e foram identificados através de fotografias tiradas por uma equipe do Estado.   Os cabos bombeiros foram denunciados por colegas e se apresentaram na Delegacia Anti-Sequestro (DAS). O delegado suspeita ainda que outras duas pessoas façam parte da quadrilha. Ele não revelou o nome dos suspeitos para não prejudicar a investigação.   Segundo Nogueira Pinto, o terceiro envolvido foi identificado na madrugada, com a ajuda de imagens gravadas pelo sistema de segurança de um restaurante próximo ao local do assalto.   Diferentemente do que ele acreditava, o carro usado pelos assaltante não foi comprado por essa pessoa. Tudo indica que o Honda Civic, placa JMS 2220, de Salvador, tenha sido comprado por Tito França, que nasceu e morou na capital baiana. Segundo Nogueira Pinto, o cabo bombeiro comprou o carro e não passou os documentos para o seu nome. "Isso mostra o quanto ele foi ardiloso e como já tinha o intuito de cometer crimes" , afirmou o delegado, em entrevista à Rádio CBN.   Até agora, a polícia ainda não recuperou os R$ 30 mil roubados pela quadrilha do empresário S., dono de uma casa de câmbio. Em depoimento na 16ª DP, S. disse não acreditar no envolvimento de seus funcionários no assalto.   No dia do crime, o empresário recebeu a ligação de uma pessoa se passando por um vendedor de uma concessionária que precisaria trocar US$ 15 mil para fechar a venda de um Mercedez Benz. S. levava o dinheiro quando, no caminho, foi interceptado pelo carro dos criminosos.

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