FABIO MOTTA/ESTADÃO
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IML indica que bancária atendida pelo Doutor Bumbum morreu de embolia pulmonar

Laudo reforça suspeitas contra o médico Denis Furtado, que está preso. Perícia também constatou que profissional realizava procedimentos em seu apartamento, na Barra da Tijuca

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2018 | 00h20

SÃO PAULO - Laudo do Instituto Médico Legal do Rio mostrou que a bancária Lilian Calixto, de 46 anos, morreu em decorrência de embolia pulmonar, segundo divulgado pela TV Globo na noite desta quarta-feira, 1. A vítima havia sido submetida a um procedimento estético realizado pelo médico Denis Furtado, conhecido como Doutor Bumbum, no apartamento dele na Barra da Tijuca.

De acordo com a Globo, o perito usou o termo "embolia em chuveiro" para descrever as micropartículas espalhadas pelo pulmão, impedindo a oxigenação do sangue. O documento também apontou quadro de choque, com falência de órgãos como fígado e rim. Um outro laudo finalizado recentemente reforçou que no apartamento do médico há vestígios de uso do local como consultório e para realização de procedimentos médicos estéticos. Haveria até medicamentos na geladeira dividindo espaço com alimentos.

Denis, a sua mãe, a médica Maria de Fátima, e a namorada do médico, Renata Fernandes Cirne, estão presos temporariamente a pedido da polícia.  A bancária passou por um preenchimento dos glúteos na cobertura do médico na Barra da Tijuca, o que também seria contraindicado. Lilian sentiu-se mal e foi levada por ele ao Hospital Barra D’Or, onde morreu. Depois da morte, Furtado e Maria de Fátima (que teve o registro de médica cassado em 2015) fugiram. Localizados em um shopping, chegaram a quebrar uma cancela para escapar. 

Médico nega acusações

Antes de ser preso, o médico defendeu-se da acusação de homicídio. Em vídeo postado no Instagram, o profissional disse que a morte da paciente foi “uma fatalidade” e queixou-se de estar sofrendo injustiças. Furtado afirmou ainda que já fez mais de 9 mil procedimentos estéticos em nádegas, sem problemas.

“Como todo mundo sabe, aconteceu uma fatalidade”, diz ele, no vídeo, com  a voz embargada. “Mas uma fatalidade que acontece com qualquer médico. Uma paciente minha, no consultório, após um procedimento de bioplastia de glúteo – que eu já realizei nove mil --, saiu do consultório muito bem. Umas seis horas após eu a levei ao hospital e ela chegou a óbito algumas horas depois, por parada cardíaca.”

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