Caio Sartori/Estadão
Caio Sartori/Estadão

Defesa Civil interdita Hospital Badim e quatro imóveis no entorno

Casa colada ao hospital teve rachaduras e parte do revestimento de uma parede despencou. Defesa Civil diz que família terá de procurar um engenheiro para realizar os reparos

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2019 | 11h33
Atualizado 13 de setembro de 2019 | 19h10

RIO -   Os danos provocados pelo incêndio também se estenderam a casas vizinhas ao Hospital Badim, no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro. Uma vila de seis casas teve quatro delas interditadas, sendo duas totalmente e outras duas de forma parcial. O Estado entrou na casa de número 4, que teve as consequências mais graves.

Cerca de 15 horas depois do incêndio, às 12h desta sexta-feira, a cozinha do imóvel de cerca de 220 metros quadrados ainda estava quente, como se um aquecedor estivesse ligado no ambiente. Nas paredes, que fazem divisa com o hospital, rachaduras cortavam o mármore branco. O mais drástico, contudo, se via na sala, onde parte da parede decorada com pedras despencou. 

Foi por volta das 18h30 desta quinta-feira que uma idosa de 73 anos, mãe da dona da casa, ouviu dois estouros vindos da direção do hospital. O cachorro latia sem parar. Ao perceberem o que estava acontecendo, os moradores de todas as casas da vila começaram a deixar o local. Entre eles estavam crianças e uma senhora de 99 anos. 

A Defesa Civil informou a Renata Zambroni Schmid, de 40 anos, dona da casa 4, que ela teria que procurar um engenheiro para realizar os reparos. Num primeiro momento, isso será feito por conta própria. Só depois poderá buscar o ressarcimento por meios legais.

Ao todo, portanto, o órgão interditou o hospital e as quatro casas da vila. Além desses locais, a Polícia Civil também fará perícia num prédio vizinho, que fica entre as duas unidades do Badim. “Tem risco de queda de revestimento, do emboço, por causa do calor (nos imóveis da vila)”, afirmou o coordenador de operações da Defesa Civil, Sérgio Gomes. 

A síndica do prédio, Lilia Dillon, conta que se preparava para a ginástica, também por volta das 18h30, quando o cheiro da fumaça começou a adentrar o seu imóvel, no primeiro andar do edifício. O porteiro foi acionado e passou a avisar os moradores. Ao saírem dali, se depararam com o corre-corre, “uma coisa muito impactante”, que já havia se instaurado na rua. “Colchões no chão, macas, eles correndo”, relembra Lilia. “É meio de guerra a sensação.”   

 

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