Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO
Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

Imperatriz Leopoldinense é novamente rebaixada do Grupo Especial do Rio

Reunião havia revertido o rebaixamento, mas nesta quarta a Liesa mudou a decisão novamente e escola deverá disputar a Série A, a segunda divisão. MP havia estipulado multa de R$ 750 mil pelo descumprimento do regulamento

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2019 | 23h40

RIO - Trinta e sete dias após a reunião em que decidiu quebrar o regulamento e manter a Imperatriz Leopoldinense no Grupo Especial, na noite desta quarta-feira, 10, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) mudou de postura e manteve o rebaixamento da agremiação de Ramos (zona norte do Rio).

Em reunião fechada, segundo a Liesa, 42 pessoas votaram, sendo 28 a favor do rebaixamento e 13 contrários, além de uma abstenção. O presidente da Imperatriz, Luizinho Drumond, não compareceu, mas votou por procuração.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, que havia decidido deixar o cargo em função da quebra do regulamento, foi aclamado no cargo e vai continuar dirigindo a Liga. A multa de R$ 750 mil aplicada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) pelo descumprimento do regulamento deve ser cancelada, em função da mudança decidida nesta quarta.

Em 3 de junho, por oito votos a cinco, a Liesa decidiu quebrar o regulamento e impedir o rebaixamento da Imperatriz - seria o terceiro ano seguido de virada de mesa. No dia 26 de junho, em nova reunião da entidade, três escolas mudaram seus votos e o placar se inverteu. Por oito votos a cinco, decidiu-se que a Imperatriz Leopoldinense deveria ser rebaixada.

As escolas que mudaram de opinião foram Paraíso do Tuiuti, União da Ilha e Unidos da Tijuca. Beija-Flor, Mangueira, Portela, Vila Isabel e Viradouro já haviam se manifestado na reunião de 3 de junho contrárias à quebra das regras. Estácio de Sá, Grande Rio, Mocidade, Salgueiro e São Clemente mantiveram seu apoio ao não-rebaixamento da Imperatriz. A Imperatriz alegou que a reunião do dia 26 não poderia mudar a decisão da anterior, porque não havia sido convocada para analisá-la. Por isso a Liga decidiu fazer uma nova consulta, realizada nesta quarta.

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