Fabio Motta / Estadão
Fabio Motta / Estadão

Instituto da UFRJ defende aluna ferida em acidente em laboratório

Em nota, Coppe lamentou que a estudante esteja sendo alvo de declarações precipitadas a respeito da explosão que aconteceu na quarta-feira

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2018 | 10h22

RIO DE JANEIRO - O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lamentou, em nota, que a estudante de doutorado Isabela da Rocha Silva esteja sendo alvo de declarações precipitadas veiculadas na imprensa a respeito da explosão que aconteceu na quarta-feira no Laboratório Multiusuário de Metalografia. Ela e dois funcionários ficaram feridos.

O acidente aconteceu por volta das 10h30 na sala de polimento de amostras do laboratório. Os feridos foram atendidos pela brigada de incêndio da universidade e, posteriormente, encaminhados ao hospital.

O diretor da Coppe, Edson Watanabe, explicou que o local servia como área de preparação de amostras, que depois seriam processadas em outro laboratório. Ele disse que os técnicos são experientes e bem treinados.

No documento, a Coppe esclarece “que os técnicos Oswaldo Pires e Nelson Aguiar, que atuavam no laboratório na hora do acidente, trabalham há mais de 30 anos no local e são profissionais muito experientes, sem qualquer ocorrência similar anterior”.

A nota afirma ainda “que a odontóloga Isabela Silva, de 28 anos, jamais manipulou a substância, apenas a transportaria. Ela executara o mesmo tipo de operação muitas vezes, pois fazia parte dos trabalhos experimentais de sua tese de doutorado. Para tal, contou com o apoio do técnico Oswaldo Pires”.

O texto explica ainda que estão sendo averiguadas as causas do acidente para esclarecer o ocorrido e evitar que se repita. "Mas faz-se necessário lembrar que ambientes de experiências práticas estão sujeitos a situações de imprevisto. Por isso, tomamos todas as medidas de precaução necessárias para reduzir esses imprevistos, equipando os laboratórios com instrumentos de segurança e treinando técnicos para a realização de testes e pesquisas”.

Baixo risco

O Laboratório Multiusuário de Metalografia é área de baixo risco, bem instalada, espaçosa e iluminada, acrescenta o comunicado. O procedimento químico foi realizado em uma capela para exaustão de gases, com instalação de segurança adequada para essa tarefa.  

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A Coppe lembra ainda “que especulações precipitadas podem levar a prejulgamentos, às vezes equivocados, que podem resultar em danos à imagem e à reputação de uma pessoa, muitas vezes irreversíveis”. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. / AGÊNCIA BRASIL

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