Irmã de Ryan Gracie diz que irá processar médico que o atendeu

Flávia Gracie afirma ter pago R$ 5 mil ao psiquiatra para que atestasse a dependência química do lutador

Bruno Lousada, de O Estado de S. Paulo,

16 de dezembro de 2007 | 12h23

Flávia Gracie, a irmã do lutador de jiu-jítsu Ryan Gracie, de 33 anos, encontrado morto em uma delegacia em São Paulo, disse que vai processar o médico Sabino Ferreira de Farias Neto, que deu assistência ao rapaz logo após este ser preso. Ela acusa o psiquiatra de dar um "coquetel de tarja preta" para o Ryan.   Flávia disse ter pago R$ 5 mil ao médico para que ele fizesse um laudo para atestar a dependência química do lutador a fim de que o irmão fosse internado em um hospital para tratamento.   "Ele não era um preso, era um doente, precisava de tratamento. A polícia errou ao deixá-lo ficar na cela. O médico encheu o Ryan de remédios alegando que ele não daria problema dentro da delegacia, porque ia sofrer abstinência", disse ela, durante o velório do irmão.   Um dos primeiros a chegar ao velório foi Robson Gracie Filho, de 18 anos, que morava com Ryan há três anos em São Paulo. "Meu irmão é um herói e o herói sempre passa por um momento de baixa. Vou lutar por ele sempre", disse.   Ryan foi preso na tarde de sexta-feira acusado de roubar um carro e tentar levar ainda uma motocicleta. Levado ao 91.º Distrito Policial, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, horas depois Ryan foi encontrado morto numa das celas. Suspeita-se que ele tenha sofrido uma overdose.   O enterro do lutador seria realizado às 15 horas deste domingo, 16, no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio. O corpo do lutador era velado desde a madrugada.   Matéria ampliada às 14h01

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