Roberta Pennafort/Estadão
Roberta Pennafort/Estadão

Delegada não descarta participação de jogador em estupro coletivo

Lucas Perdomo Duarte Santos foi preso no dia 30 e solto na sexta-feira; ele afirma desconhecer novo vídeo que comprova crime

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2016 | 13h42

RIO - A titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Cristana Bento, disse nesta quarta-feira, 8, que não descarta "totalmente" a participação do jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, no estupro coletivo da jovem de 16 anos, na zona oeste do Rio, no fim do mês passado. Lucas foi preso em 30 de maio, mas foi liberado quatro dias depois por ausência de provas. O jogador prestou novo depoimento sobre o caso nesta quarta-feira.

A delegada pediu que Lucas desse detalhes da casa em que ele esteve com a vítima e uma amiga dela no dia do crime. O jogador afirma ter feito sexo com a amiga e não com a jovem de 16 anos. Depois do depoimento, cujo teor não foi revelado pela delegada à imprensa, a policial civil declarou não descartar o envolvimento de Lucas.

O jogador - conhecido por Petão no Morro da Barão, onde aconteceu o estupro, e Luquinhas, no futebol - negou, no novo depoimento, ter conhecimento do segundo vídeo feito da adolescente, que comprova o estupro. A vítima aparece sendo forçada a fazer sexo e reclama de dor. Ele saiu da delegacia  por volta das 12h30 e não quis falar com a imprensa. Estava com os pais e a advogada, Renata Barcelos.

Novo depoimento. A polícia não divulgou por que voltou a convocá-lo. O pai do meia-esquerda do Boavista (time da primeira divisão do futebol do Estado do Rio), Silvio César Duarte Santos, disse que ele mesmo não sabia o motivo. 

"Ele está tranquilo. A gente fica apreensivo, mas ele não deve nada. Ele está com a família, com o pessoal da igreja. Não sei por que foi chamado. O que perguntarem ele responde", afirmou. "Mas a gente ficou sem entender. A gente só quer que isso acabe, para viver em paz."

A advogada do jogador, Renata Barcellos, disse ao Estado que o novo depoimento deve ter o objetivo de ajudar a polícia a esclarecer alguns pontos que ficaram obscuros no inquérito, a partir de novas provas colhidas pelos investigadores.

Na última segunda-feira, 6, o celular de Raí foi apreendido pelos investigadores, que encontraram ao menos dois vídeos com imagens das agressões sexuais praticadas contra a adolescente. Raí está preso desde o último dia 30. Ele nega que tenha participado do crime.

Buscas. A Justiça revogou nesta terça-feira, 7, a liberdade condicional do traficante Moisés Camilo Lucena, o Canário, um dos acusados do estupro. Ele estava livre desde fevereiro. Um mandando de prisão foi expedido contra o criminoso. A polícia procura cinco homens que teriam envolvimento com o crime.

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