Gabriel de Paiva|Agência O Globo
Gabriel de Paiva|Agência O Globo

Jovem que sofreu estupro coletivo foi violentada duas vezes

Vítima foi levada desacordada para o local do crime, a casa conhecida como “abatedouro”, no Morro da Barão, na zona oeste De dez a doze homens podem ter participado da ação

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2016 | 13h47

A jovem de 16 anos vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro foi violentada em dois momentos diferentes no dia do  crime, segundo a polícia. De dez a doze homens podem ter participado da ação. A informação foi divulgada neste sábado (4), pelo jornal O Globo. Nesta sexta-feira (3), a delegada responsável pelas investigações, Cristiana Onorato Bento, contou ao Estado que a vítima foi levada desacordada para o local do crime, a casa conhecida como “abatedouro”, no Morro da Barão, na zona oeste.

Segundo  a delegada, a jovem lhe contou que foi com um casal de amigos e um outro homem para uma casa depois de um baile funk. No local, ela teve relação sexual com Raí de Souza, preso na segunda-feira (30). Lucas Perdomo fez sexo com a outra jovem. Segundo Raí, a relação foi consensual.

A jovem contou que, quando acordou, estava em um segundo lugar, no “abatedouro”. Um homem a segurava, outros estavam ao seu redor. Os locais ficam próximos, segundo a delegada. As duas violências contra a adolescente teriam acontecido nessa segunda casa, com ela  já desacordada. Na primeira vez, à tarde, a jovem teria sido violentada por traficantes do local que carregaram a menina até o “abatedouro”. Um deles seria o traficante Moisés de Lucena, que está sendo procurado pela polícia.

A segunda violência contra a jovem aconteceu já à noite, por Raí de Souza, que voltou ao local acompanhado pelo ex-cinegrafista Raphael Belo (ele aparece numa foto com a boca aberta e a língua de fora, ao lado da adolescente nua), e um terceiro homem de apelido “Jefinho”.  Belo está preso desde a última terça-feira (31). Jefinho é procurado pela polícia assim como mais três suspeitos. O celular de Raí, usado para gravar o vídeo da jovem sendo manipulada nua e desacordada, foi recuperado pela polícia e passa por perícia. Raí diz que foi ao “abatedouro” porque estaria “preocupado com a adolescente”. Belo, numa carta à imprensa, negou ter violentado a jovem e pediu desculpas pelas imagens.

Nesta quinta feira, 2, a delegada pediu a libertação de Lucas Perdomo, porque não haveria provas de que ele estaria na cena do crime. Ele deixou a prisão na noite de sexta-feira, 3, mas continua sob investigação. De acordo com o jornal O Globo, houve outro caso de crime contra a mulher no local conhecido como abatedouro, há cerca de um ano. Segundo o jornal, o traficante Bruno Neves Nascimento, conhecido como Rato, deu um tiro na cabeça de uma jovem de 14 anos depois que ela se recusou a fazer sexo com ele. O crime ocorreu em 11 de junho de 2015. O homem teria sido encontrado morto um dia após o crime. 

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