Jovens que agrediram doméstica admitem intenção de violência

Depois do depoimento dos acusados, juiz nega pedido de liberdade provisória a dois agressores de Sirlei

Clarissa Thomé, do Estadão,

17 Julho 2007 | 09h06

O juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da 38ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, negou na noite de segunda-feira, 16, os pedidos de liberdade provisória de Felippe de Macedo Nery Neto, de 20 anos, e Rubens Arruda Bruno, de 19, dois dos cinco acusados de roubo e agressão à doméstica Sirlei Dias de Carvalho, na madrugada do dia 23 de junho, na Barra da Tijuca.   Veja também:   Justiça prorroga prisão de acusados de espancar doméstica   Os advogados fizeram o pedido depois que os acusados foram interrogados pela primeira vez no Tribunal de Justiça, em um depoimento que durou cinco horas, no qual eles admitiram que saíram de casa já com a intenção de agressão.   Sirlei chegou a ir ao Fórum, mas ficou muito emocionada e não conseguiu assistir aos depoimentos. Além de Felippe e Rubens, foram ouvidos Julio Junqueira Ferreira, Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva e Leonardo Pereira de Andrade.   Duque Estrada citou o artigo 312 do Código de Processo Penal, segundo o qual a prisão preventiva pode ser decretada para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício de autoria.   Os rapazes confirmaram ao juiz que saíram de uma festa na Barra da Tijuca com a intenção de "zoar umas putas". Todos acusam Rubens de ter iniciado a agressão a Sirlei, num ponto de ônibus. Eles acreditavam que a moça fosse prostituta.   Rubens disse que não a abordou por tê-la achado feia, mas que, ao levar uma "bolsada" no rosto, reagiu e começou a bater na doméstica e em outras duas mulheres que aguardavam condução. Ele ainda se justificou dizendo que estava alcoolizado.

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