MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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'Vamos sentar e fazer DR', diz ministro da Defesa sobre Pezão

Cúpula militar não gostou das críticas que atuação das Forças Armadas recebeu da polícia do Rio; ministro Raul Jungmann e governador marcaram encontro nesta quinta-feira para discutir mal estar

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2017 | 14h10

RIO - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que vai "sentar e fazer uma D.R" (discussão de relacionamento) com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), sobre a atuação das Forças Armadas no Estado. O encontro vai acontecer ainda nesta quinta-feira, 21, no Rio. Desde a semana passada, há mal estar entre União  e Estado na área  de segurança. A cúpula  da Defesa indicou que poderia encerrar a cooperação por estar insatisfeita  com críticas da Polícia local. 

Depois de um encontro da Fecomercio para falar sobre um projeto  do órgão, o Segurança Presente, Jungmann disse que cabe às  autoridades resolver os problemas de comunicação. Na conversa, ele e Pezão vão tratar da  interação entre os órgãos e, segundo o ministro, "procurar resolver determinados desajustes ou dificuldades que são do desconhecimento de todos".

"Tem problema? Tem. Cabe à  gente resolver isso. A sociedade quer e exige isso. Nós vamos ficar aqui até o último dia. Nosso time tem que, cada vez mais, melhorar o desempenho. Então vamos sentar e fazer uma DR", disse o ministro. 

Jungmann também comentou o pedido feito no Twitter pelo secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, para ter o patrulhamento das forças em 103 áreas conflagradas. Primeiro , o ministro afirmou que não o aceitaria e depois  afirmou que a decisão cabe também ao presidente Michel Temer.

"Nós ainda não recebemos esse pedido oficialmente. Mas vamos avaliar com a melhor das boas vontades. Quando eu disse não foi por que isso não estava dentro das diretrizes da GLO (Garantia da Lei e da Ordem), mas isso não quer dizer que não vamos analisar com boa vontade" disse o ministro.

Contexto. Desde a semana passada, o Ministério da Defesa aventa a possibilidade de suspender a colaboração com a Secretaria de Segurança do Rio, que resultou na Operação O Rio Quer Segurança e Paz. Segundo informou o Estado, a cúpula militar não gostou de críticas que recebeu da polícia do Rio. O chefe da Polícia Civil, Carlos Leba, disse que as Forças Armadas estavam atrapalhando o trabalho policial. Os militares também foram criticados pelos resultados modestos das ações empreendidas pelas Forças Armadas. Nelas, não houve, por exemplo, apreensões de fuzis.

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