Justiça condena quatro acusados da morte de João Hélio

Réus participaram do assalto que levou menino à morte após ele ter sido arrastado pelo lado de fora do carro

Andréia Sadi, do estadao.com.br

30 de janeiro de 2008 | 17h16

A  juíza Marcela Assad Caram, da 1ª Vara Criminal de Madureira, condenou os quatro acusados da morte do menino João Hélio, de 6 anos, no Rio de Janeiro, a um total de 167 anos de prisão- mais de 30 anos cada-,segundo informou o Tribunal de Justiça do Rio ao estadao.com.br. Os réus participaram, junto a um menor, do assalto em fevereiro de 2007, que levou o menino à morte após ele ter sido arrastado pelo lado de fora do carro, no Rio de Janeiro.   Os acusados Diego Nascimento da Silva,  Carlos Eduardo Toledo Lima, foram condenados,  respectivamente, a 44 anos e três de meses e a 45 anos de reclusão; e Carlos Roberto da Silva e Tiago Abreu Mattos, a 39 anos.   Em sua decisão,informou a assessoria do TJ, a juíza disse que "os fatores que fogem à normalidade, foram causas mais do que suficientes para a condenção do acusados".    Caso João Hélio   No dia 7 de fevereiro de 2007, o menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, foi arrastado por sete quilômetros preso ao cinto de segurança do carro de sua mãe, que havia sido roubado, na zona norte do Rio de Janeiro.   Uma semana depois, sob vaias e ameaças os acusados da morte de João Hélio chegam à delegacia para acareação com o delegado Hércules Pires do Nascimento, que investiga o caso. Ele queria ouvir Carlos Roberto da Silva, de 21 anos, Carlos Eduardo Toledo, o Dudu, de 23 anos, Tiago Abreu Matos, de 19, e Diego Nascimento da Silva, de 18 anos, para saber que participação cada um teve no crime.   No dia 27 de fevereiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncias contra os acusados.   Após o crime, a discussão sobre penas para crimes voltou a debate no Congresso Nacional, assim como a questão da maioridade penal.   Veja alguns projetos que foram sancionados pelo presidente Lula:   Crimes hediondos:  Lula aprovou, no dia 30 de março, o projeto que dificulta a saída de autores de crimes hediondos da prisão. Os condenados por este tipo de crime terão direito ao benefício de progressão de pena e liberdade provisória depois de cumprirem 2/3 da pena, se forem primários. No caso dos reincidentes, terão de cumprir pelo menos 3/5 da pena para ter o benefício.O projeto foi aprovado no dia 14 de fevereiro na Câmara e no dia 7 de março no Senado.   Celulares:Também no dia 30, a lei que considera falta grave o porte de uso de telefones celulares e aparelhos de rádio comunicação dentro dos presídios foi sancionada pelo presidente Lula. Além disso, agentes penitenciários e diretores de cadeias que facilitarem a entrada desses objetos nos presídios podem ser condenados de três meses a um ano de prisão. O projeto foi aprovado no dia 14 de fevereiro na Câmara e no dia 7 de março no Senado.

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