Polícia Civil/AFP
Polícia Civil/AFP

Justiça do Rio aceita denúncia contra Lessa e Queiroz

Presos desde terça-feira, 12, eles se tornaram réus e vão responder à ação penal por duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e receptação

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2019 | 02h03

RIO - A Justiça do Rio recebeu nesta sexta-feira, 15, a denúncia apresentada na última terça-feira, 12, pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) contra o sargento da Polícia Militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado. 

Presos desde terça-feira, 12, eles se tornaram réus e vão responder à ação penal por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima), tentativa de homicídio (contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que também estava no carro e saiu ilesa) e por receptação. Eles seguem detidos em Bangu 1 aguardando para serem transferidos para presídio federal. 

Na decisão, o juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri do Rio, também autorizou, em caráter urgente e liminar, o pedido de transferência dos acusados para estabelecimento penal federal de segurança máxima, a ser indicado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Também foi determinado o arresto de todos os bens móveis e imóveis em nome de Lessa e Queiroz, até o limite dos valores pedidos como indenização pelo Ministério Público, depois que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou um depósito de R$ 100 mil na conta de Lessa em outubro do ano passado, sete meses depois do crime.

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