Justiça do Rio manda prender 43 acusados de integrarem milícia

Entre os citados está Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko ou Didi, que seria o líder do grupo criminoso; ele é procurado desde o ano passado

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 11h34

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de 43 pessoas suspeitas de integrarem uma milícia que atua na zona oeste do Rio e nos municípios de Itaguaí, Nova Iguaçu e Seropédica. Entre os citados está Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko ou Didi, que seria o líder do grupo criminoso.

A prisão deles foi ordenada após a juíza Regina Celia Moraes De Freitas, da 1ª Vara Criminal da Regional de Santa Cruz, acatar denúncia do Ministério Público (MP-RJ).

Na decisão, a juíza considera que os 43 envolvidos "constituíram e passaram a integrar pessoalmente, de forma estável e permanente, com emprego de arma de fogo, organização criminosa, associando-se em estrutura ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter vantagem indevida, utilizando modus operandi de grupo criminoso conhecido por ‘milícia’, tendo como área de atuação os bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Cosmos, Paciência e Sepetiba, com ramificações às regiões de Itaguaí, Nova Iguaçu e Seropédica".

Ecko é procurado desde o ano passado, sendo que o Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem der informações que levem a sua captura.

Além da prisão dos acusados, a juíza autorizou a busca e apreensão de documentos, armas, munições, veículos, computadores, mídias, celulares, aparelhos decodificadores, cheques de terceiros que não sejam familiares, anotações de cobrança e demais bens e objetos comprobatórios da prática criminosa.

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