Justiça do Rio manda soltar 13 dos 19 ativistas detidos no sábado

Seis pessoas continuam presas, entre elas Elisa Quadros Sanzi, a Sininho; PM determinou a prisão administrativa de policiais

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 19h17

RIO - O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) mandou soltar, no início da noite desta terça-feira, 15, 13 das 19 pessoas presas no último sábado sob a acusação de formação de quadrilha. A decisão foi emitida pelo desembargador Siro Darlan. Seis pessoas continuam presas, entre elas a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, e outras nove estão foragidas.

No último final de semana, o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, emitiu 26 mandados de prisão contra pessoas que, segundo a investigação policial, articularam a prática de atos violentos que seriam praticados no dia seguinte, o domingo da final da Copa. A polícia conseguiu cumprir 17 dessas ordens de prisão. Outras duas pessoas foram presas em flagrante, uma por porte de drogas e outra pela posse de uma arma sem autorização.

Darlan alegou que, ao decretar as 26 prisões, o juiz não apresentou elementos que comprovem a necessidade de que essas pessoas permanecessem presos. Por isso ele concedeu os habeas corpus. "Concedi todos os habeas corpus que foram apresentados. As outras pessoas (presas) não fizeram o pedido", afirmou.

Prisão administrativa. O Comando da Polícia Militar do Rio determinou, na tarde desta terça-feira, a prisão administrativa de quatro policiais que participaram de operação na praça Saens Pena, na Tijuca, no último domingo, e são acusados de agredir jornalistas e manifestantes. Três inquéritos foram abertos para apurar a conduta dos policiais. Eles já receberam determinação para se apresentarem ao Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, onde permanecerão presos por ordem do comandante da unidade.

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