Justiça Militar ouve PMs acusados de forjar flagrante no Rio

Major e primeiro-tenente teriam colocado rojão na mochila do estudante Isac Galvão, de 15 anos, para incriminá-lo

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2014 | 21h07

RIO - Ocorreu nesta quarta-feira, 11, na Justiça Militar mais uma audiência do processo em que dois policiais militares são acusados de forjar um flagrante contra um ativista durante manifestação promovida em 30 de setembro, no centro do Rio. O major Fábio Pinto Gonçalves e o primeiro-tenente Bruno César Andrade Ferreira teriam colocado um rojão na mochila do estudante Isac Galvão, de 15 anos, para incriminá-lo. Os dois PMs são acusados pelo crime de constrangimento ilegal.

Na audiência desta quarta, Isac prestou depoimento e afirmou que o rojão não era dele. A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, também depôs e confirmou que o artefato não pertencia ao adolescente. Ela ainda afirmou ter avisado os policiais que os rojões não pertenciam ao jovem acusado.

Os dois PMs já foram ouvidos pela juíza Ana Paula Barros em audiência promovida em 30 de abril. Eles negaram o crime.

Um vídeo feito por uma equipe de reportagem durante o protesto mostra o primeiro-tenente jogando três morteiros aos pés de Isac, que caminhava com amigos pela Rua São José, no centro. O major então deu voz de prisão a Isac, que foi algemado e levado à delegacia por outro PM, sob protesto de manifestantes.

Mais conteúdo sobre:
Rio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.