André Teixeira/AGÊNCIA GLOBO
André Teixeira/AGÊNCIA GLOBO

Justiça nega liberdade provisória para filho de Ivo Pitanguy

Empresário foi preso em flagrante na noite de quinta-feira após atropelar e matar operário de 44 anos na Gávea, na zona sul do Rio

Mariana Durão e Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2015 | 15h43

RIO - A Justiça do Rio negou um pedido de liberdade provisória apresentado pelo advogado Rafael Almeida de Piro em favor do empresário Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, de 59 anos, filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy. O empresário foi preso em flagrante na noite de quinta-feira, 20, após atropelar e matar o operário José Fernando Ferreira da Silva, de 44 anos, na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio.

O advogado apresentou o pedido ao plantão judiciário, na madrugada deste sábado, 22, mas não obteve a medida. "Ainda estamos decidindo se vamos apresentar habeas corpus ao próprio plantão judiciário, que se estende até a manhã de segunda-feira, ou vamos aguardar para apresentar ao juiz da causa, na segunda", afirmou o advogado à reportagem.

Familiares de Silva estiveram no Instituto Médico Legal (IML) para a liberação do corpo na manhã deste sábado. Ele será enterrado em Pernambuco, onde vive sua família.

O filho de Pitanguy segue internado no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul. O empresário sofreu traumatismo craniano e um corte na cabeça e foi submetido a uma cirurgia. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, seu estado é estável, mas ainda não há previsão de alta. Indiciado por homicídio culposo (sem intenção) e embriaguez ao volante, ele permanece sob custódia da polícia.

Acidente. O operário havia saído do trabalho, na construção da Linha 4 do Metrô, e estava na calçada quando foi atingido pelo carro desgovernado de Pitanguy. Silva chegou a ser socorrido e teve uma perna amputada na tentativa de ser mantido vivo, mas morreu durante o atendimento no Hospital Miguel Couto. A vítima era casada e pai de dois filhos.

Nos últimos cinco anos Ivo Nascimento acumulou 70 multas, 14 delas por embriaguez ao volante, segundo informações da 14ª DP, que investiga o caso. Ao todo, o prontuário, de 23 páginas, soma 240 pontos. Em teoria, quem acumula 20 pontos em 12 meses tem a carteira temporariamente suspensa.

Após o acidente, o Detran do Rio informou a abertura de um processo para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação do motorista por ter atingido o limite de pontos no prontuário de infrações de trânsito entre 2014 e 2015. No período de um ano encerrado em 21 de junho, ele somou 27 pontos. "Diante da gravidade do acidente, será aberto também um processo administrativo para que o condutor seja submetido novamente a novo exame prático para averiguar a sua capacidade de direção de automóveis", informou o Detran.

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