Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Justiça ouve MP e testemunhas de defesa sobre crime na Lagoa

3 menores suspeitos de matar o médico Jaime Gold estarão no fórum, mas não falarão; 1º apreendido foi inocentado pelos outros 2

Carina Bacelar , O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2015 | 12h12

Atualizado às 16h50

RIO - Os três adolescentes suspeitos da morte do médico Jaime Gold voltaram ao Fórum Regional da Leopoldina, em Olaria, na zona norte do Rio, nesta quarta-feira, 17, para a audiência de continuação sobre o caso. Desta vez, entretanto, eles não serão ouvidos: falam testemunhas de defesa e representantes do Ministério Público.

A audiência começou às 15h45, com duas horas e quarenta e cinco minutos de atraso por conta da greve de agentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Faltaram agentes para escoltar os jovens entre as salas de espera e de audiência. 

Ao todo, 12 testemunhas devem depor na audiência, presidida pela juíza Michelle Gouvêa. Entre as seis de acusação estão a delegada Patrícia Aguiar, da Delegacia de Homicídios, o frentista que presenciou o crime e mais quatro policiais civis da área de inteligência.

Já a defesa dos jovens convocou a delegada titular da 14ª DP, Monique Vidal, o advogado Rodrigo Mondego, que defendeu por um dia o segundo adolescente apreendido, e moradores da comunidade de Manguinhos, onde morava o primeiro suspeito de 16 anos apreendido.

"Vai dar tudo certo", afirmou a mãe deste adolescente, ao chegar ao fórum. Os promotores Luciana Benisti e Renato Lisboa são os responsáveis pela acusação do caso e podem solicitar a realização de novas diligências em busca de mais provas contra algum deles.

Os jovens foram ouvidos pela primeira vez em audiência de apresentação no mesmo fórum no dia 8 de junho. A partir deste dia, os advogados dos três tiveram três dias para entregar à Justiça a defesa dos jovens por escrito. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o processo corre em segredo de Justiça.

Todos os suspeitos, a pedido do MP, estão sob os cuidados do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Em depoimento na audiência do dia 8 de junho, os dois últimos adolescentes apreendidos inocentaram o primeiro, de 16 anos. Os advogados de defesa dele, Alberto Júnior e Djefferson Amadeus, entraram com um habeas corpus em favor do jovem, que foi negado pela desembargadora Denise Vaccari, da 5ª Câmara Criminal. 

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