EFE/POLICÍA CIVIL RÍO
EFE/POLICÍA CIVIL RÍO

Justiça rejeita primeiros habeas corpus de suspeitos de integrar milícia no Rio

Os primeiros 22 pedidos dos 161 presos após operação da Polícia Civil foram negados; Segundo desembargadora, não houve ilegalidade ou constrangimento nas prisões

Paulo Roberto Netto, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 00h43

SÃO PAULO – A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) rejeitou nessa segunda-feira, 16, os primeiros 22 pedidos de habeas corpus impetrados pelos 161 suspeitos de participação em uma milícia que atuava em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. O grupo foi detido na semana passada após operação da Polícia Civil e se encontra em prisão preventiva na penitenciária Bandeira Stampa, a Bangu 9.

Segundo a desembargadora Gizelda Leitão, que julgou os primeiros pedidos, não houve qualquer ilegalidade ou constrangimento nas prisões dos suspeitos. A defesa alega que os homens participavam de uma festa, mas, de acordo com Gizelda, os relatos policiais apontaram a inexistência de bilheterias no local ou de profissionais de realização de eventos.

“Os participantes da festa eram sim ‘recepcionados’ e tinham o acesso autorizado, por homens fortemente armados (armas de guerra – fuzis), mas nem isso causou estranheza ou temor aos participantes da ‘festa’”, escreveu a magistrada.

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Segundo relatos policiais, a “festa” seria uma homenagem a Wellington da Silva Braga, o “Ecko”, investigado de participação em milícias na região.

A operação da Polícia Civil foi deflagrada no último dia 7. Houve confronto entre policiais e criminosos. Quatro suspeitos foram mortos e outros 161 foram detidos. No sítio onde ocorria a “festa” foram apreendidos fuzis, pistolas, revólveres, uma réplica de fuzil, algemas, simulacros de fardas, carregadores, munições de calibres variados, uma granada e onze carros roubados.

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Os suspeitos foram levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio. No dia 08, foram transferidos para Bangu 9

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A defesa do grupo impetrou pedidos de habeas corpus, mas em razão do elevado número de presos, apenas 22 foram analisados nessa segunda-feira. Os demais serão julgados nos próximos dias.

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