Justiça aceita pedido para manter Beira-Mar em presídio federal

Traficante ficará na unidade em Porto Velho por mais um ano; soma das penas do criminoso ultrapassa os 309 anos de prisão

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2015 | 18h40

RIO - A Secretaria Estadual de Segurança do Rio teve pedido aceito na Justiça para que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, cumpra pena por mais um ano no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. O juiz Eduardo Perez Oberg, da Vara de Execuções Penais (VEP), renovou a permanência do criminoso no local, que terminaria em julho deste ano.

O prazo agora vence em junho de 2016. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, o traficante tem condenações em processos no Rio de Janeiro e também no Paraná, no Mato Grosso, e em Minas Gerais. Sua pena total, incluindo o Rio e outros estados, chegaria a 309 anos e 2 meses. A última das condenações foi em maio deste ano, quando Beira- Mar foi sentenciado a mais 120 anos de prisão por quatro homicídios em rebelião ocorrida há quase 13 anos no presídio de segurança máxima Bangu 1, na zona oeste do Rio.

Naquela oportunidade, a condenação ocorreu depois de 10 horas e 20 minutos de julgamento. O júri popular de sete membros considerou Beira-Mar culpado pelos assassinatos do traficante Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, líder da Amigos dos Amigos (ADA), e mais três criminosos da facção. A Justiça considerou os homicídios duplamente qualificados, por motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima.

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